Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 09/10/2019
A pirâmide etária invertida é um contexto que traz empecilhos para toda a sociedade, como a exclusão da população idosa do cotidiano. Conforme o IBGE, o Brasil já é o quinto país mundial com o maior número de pessoas na terceira idade que, mesmo com o Estatuto de 2003, o qual destaca a importância da integração dos idosos aos dispositivos eletrônicos, não recebem o auxílio necessário para que esse direito seja cumprido. Tal conjuntura ocorre, por um lado, em virtude dos obstáculos mentais e físicos enfrentados pelos idosos; mas também pela inexistente ajuda familiar e Estatal na inserção dos idosos na sociedade. Com isso, é inevitável a necessidade de propostas que alterem essa situação. Nessa circunstância, não se pode negar que as modificações cognitivas, principalmente, e físicas com o passar dos anos são uma das principais restrições da inclusão digital dos idosos. Contudo, a dificuldade também é gerada por meio das complexidades dos aparelhos eletrônicos, como, por exemplo, as programações exigidas. Além disso, muitos jovens são enganados com a inserção de dados pessoais em sites não confiáveis, dessa forma, o perigo encarado pelos de mais idade torna-se ainda maior, o que os deixa sucetíveis a sofrerem fraudes. Outrossim, o cumprimento da Constituição de 1988, a qual coloca como obrigação à familia e ao Estado o asseguramento do desenvolvimento do idoso, também não ocorre. No contexto atual, o desapego familiar é frequente e, muitas vezes, somente as necessidades básicas, contudo, os mesmo não compreendem como a inclusão social seria benéfica aos pertencentes da terceira idade. Em vista de tal circunstância, a argumentação a respeito da falta de atenção é em virtude de disponibilidade, a tecnologia facilitaria a redução do distanciamento, tanto por meio de videoconferência ou pela simplicidade da locomoção por meio de transportes de aplicativo. Ademais, segundo o IBGE, 76% dos idosos estão em redes sociais, como o Facebook, o que os proporciona divertimento e manutenção da mente ativa, situação que gera melhora na qualidade de vida e menor probabilidade de doenças como Alzheimer. Diante desse contexto, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Todavia, as melhoras só serão possíveis caso o Ministério da Educação, por meio de projetos voluntários nas Universidades, aborde movimentações em casas de repouso com dinâmicas que auxiliem os mais velhos sobre os cuidados que eles devem tomar, assim solucionando a questão de segurança. Analogamente, o Ministério da Saúde deveria organizar um espaço dentro dos postos de saúde, com participação de psicólogos e terapeutas ocupacionais, que, de maneira lúdica e interativa, ensinem como utilizar os recursos básicos dos aparelhos, além de mostrar jogos que ajudem na movimentação mental. Dessa forma, a qualidade de vida e inserção dos idosos na sociedade tornam-se ainda melhor.