Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 08/10/2019
Desde a Revolução Industrial, o mundo não é mais o mesmo. A tecnologia avança de maneira exponencial, e tudo esta ligado alguma ‘‘rede tecnológica’’ de alguma forma. A vida em sociedade também seguiu os avanços, tendo, hoje, sua interação majoritariamente virtual.
Sendo um lazer ou trabalho, uma população faz uso de aparelhos conectados à internet todos os dias. A interação humana já é dominada pela interação tecnológica, não precisando sair de casa para fazer compras ou pagar pagamentos de boletos, recursos esses fornecidos por aplicativos básicos de smartphones. Essas comodidades ainda estão distantes para a maior parte dos idosos.
Neste cenário, a inclusão de idosos às novas formas de interação torna-se um direito de viver na sociedade, e, como direito, deve ser garantido. Mas, ainda há idéias sobre esse grupo a ser desconstruído para que a inclusão digital ocorra de maneira acessível e eficiente.
Hoje, o debate sobre esse afastamento tecnológico da terceira idade ainda é pouco, principalmente pelo modelo vinculado a eles no Brasil. No Brasil, uma figura da população idosa está ligada à falta de disponibilidade e capacidade de realizar tarefas na comunidade. Esse preconceito limita a forma como a existência de idosos na sociedade, a criação de bloqueios ideológicos e físicos para a inclusão do mesmo em espaços urbanos, eventos culturais e etc.
Desmistificar ou preconceito que existe na figura do idoso é primordial para incluir a sociedade. Como já citado, uma inclusão digital é um análogo ao direito de viver na sociedade.Desse modo, instituições , ou o Estatuto do Idoso, devem intervir nesta faixa etária sobre a possibilidade de conhecimento técnico, e cobrando cursos preparatórios do Ministério da Educação e Cultura (MEC) para este setor, utilizando as verbas utilizadas. Garantindo, assim, uma base para exercer o direito do idoso de interação na sociedade tecnológica de hoje.