Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 08/10/2019
Em primeira análise, nota-se o descaso do Estado na fiscalização de empresas para a produção de aparelhos eletrônicos que atendam as demandas dos idosos. Segundo a óptica de São Tomás de Aquino, todos os cidadãos são iguais em direitos e dignos da mesma importância. Contudo, a prática deturpa a teoria, visto que a malha pública brasileira carece de esforços para cobrar das indústrias de tecnologia aparelhos digitais com fontes maiores, mais sensíveis ao toque e de “layout” mais simplificado, para o uso proveitoso da população senil. Em decorrência disso, essa parcela poderia ser melhor integrada ao corpo social no âmbito digital, tendo em vista que em 2030 o Brasil terá a quinta maior população idosa do mundo, conforme dados do Ministério da Saúde.
Ademais, frente a uma sociedade cada vez mais tecnológica, o idoso também tem direito a essa tecnologia. Porém, o baixo investimento do Estado quanto a inserção desse crescente percentual da população dificulta e ocasiona em gastos para o mesmo, já que muitos indivíduos da terceira idade não conseguem acessar e interagir com canais de autoatendimento de serviços, como o do INSS, ocasionando no aumento da demanda por atendentes presenciais para auxiliar nesse quesito. Desse modo, é intolerável que esse conhecimento se aplique somente a uma parte da sociedade, mas sim, deve se aplicar a um todo.
Portanto, não corrigir nossos erros é o mesmo que cometer novos. Portanto, é necessário desenvolver soluções para a situação. Em primeiro lugar, os jovens e as famílias devem se comprometer em ajudar os idosos. Para isso, o Ministério da Comunicação deve fazer campanhas na televisão, visando alcançar tal envolvimento. Por fim, é preciso que o Ministério da Educação promova cursos que ensinem o público mais velho a usufruir da tecnologia, facilitando suas vidas . Assim, é possível começar a resolver o problema da inclusão digital da terceira idade.