Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 09/10/2019
Segundo o Estatuto do Idoso do ano de 2003, é direito dos indivíduos com 60 anos ou mais o acesso à educação, formal e tecnológica para sua integração na vida moderna. Contudo, tal cenário ainda não torna-se evidente, pois ainda há exclusão especificamente da terceira idade. Diante disso, existem fatores que favorecem esse quadro de iniquidade, como a dificuldade na aprendizagem digital, além da discriminação contra a população senil.
A princípio, verifica-se que a dificuldade no aprendizado dos idosos é um empecilho para a inclusão digital dos mesmos e sua habituação no modernismo. Nesse sentido, entre os fatores que influenciam, estão a qualidade de vida e o baixo incentivo familiar ou até mesmo individual. Prova disso é a proporção de pessoas idosas que dizem possuir Smartphones ser 42% menor do que as idades de 18 a 64 anos. No Brasil, dos mais de cinco milhões de idosos que estão conectados à internet, a maioria está na região Sudeste e pertencem às classes A e B.
Outrossim, a discriminação contra a terceira idade ainda é um grande impasse para a resolução dessa problemática, visto que, a imagem do idoso é moldada por julgamentos, pondo o envelhecimento ligado à incapacidade de compreensão e entendimento, dificultando ainda mais o desafio no processo de aprendizagem na Era digital. De acordo com Aristóteles, “Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer”. Sob tal ótica, despertar o desejo de conhecimento e contribuir na educação tecnológica dessa população proporcionará a eles uma melhor qualidade de vida.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação, investimentos em centros tecnológicos, por meio de aulas e auxílio, proporcionar a alfabetização tecnológica dos idosos. Desse modo, a finalidade dessa ação é promover a inclusão digital da população senil. Assim, essa problemática poderá ser revertida.