Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 11/10/2019

De acordo com o princípio da responsabilidade do filósofo contemporâneo Hans Jonas, ser ético é quando o indivíduo realiza uma ação pensando nas demais pessoas, e que a sua atitude deve servir de exemplo para as gerações futuras. Contudo, o cenário visto pelos desafios para a inclusão digital da terceira idade impede que isso aconteça na prática, devido não só a impaciência dos familiares em ajudá-los, como também a falha do governo em garantir educação tecnológica para esse público. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que o parente é fator determinante para a falta de conhecimento desse grupo. Nessa lógica, de acordo com o IBGE, mais de 30% dessa população não teve acesso à internet nos últimos meses. Por isso, infelizmente, é notório que os idosos são privados de educação até mesmo dentro de casa.

De mesmo modo, destaca-se a dificuldade do Estado em cumprir as leis sobre à cidadania. Nesse sentido, ao contrário do pensamento do filósofo, o governo também colabora com atitudes antiéticas a partir do momento em que não realiza o direito social de inclusão definido pela Constituição Federal de 1988. Portanto, é inaceitável que com a alta cobrança de tributos imposta ao cidadão brasileiro, ele não possa contar com os seus direitos.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, financie projetos educacionais em todos os bairros, através de professores e estagiários, com o intuito de ensinar os idosos a forma correta e segura da tecnologia para a socialização, informação e trabalho. Espera-se, com isso, promover a inclusão digital objetivando, assim, que o bem estar dos envolvidos e o ganho social sejam concretizados.