Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 15/10/2019

Consoante o filósofo Habermas, a ação comunicativa é uma forma de abrir um espaço crítico e pluralista para o entendimento humano. Dessa forma, desde a Terceira Revolução Industrial, a internet se tornou o meio de diálogo mais rápido e acessível. Contudo, parte da população, como os idosos, ainda não tem contato a esse artifício. Todavia, essa proximidade traria vários benefícios à terceira idade, como a inclusão social e a facilitação de atividades diárias.

A priori, vale ressaltar que os idosos são excluídos na sociedade e isso é intensificado pelo não acesso aos meios digitais. Conforme a escritora Simone de Beauvior, em seu livro “A velhice”, os mais velhos não sãos visto como sujeitos ativos, nem cidadãos. Essa invisibilidade social pode ser combatida com a aproximação à internet, que iria possibilitar uma maior ligação com seus familiares e amigos.

Ademais, outro fator a salientar é que o cumprimento de atividades diárias é facilitada pela internet. Consoante o empresário Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Destarte, essa inovação pode resolver situações cotidianas com rapidez e eficiência, como consultar virtualmente a conta bancária, sem necessidade de sair de casa. Dessa maneira, os afazeres dos indivíduos da terceira idade são simplificados e resolvidos imediatamente.

Diante os fatos mencionados, é indubitável a necessidade de mudanças. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, juntamente ao MEC, proporcionar aulas de informática para idosos, por meio de profissionais públicos, a fim de ajudar a terceira idade na inserção digital. Outrossim, urge que a mídia divulgue propagandas, por meio de anúncios televisivos, instruindo as instituições familiares a ajudarem seus parentes mais velhos com as novas tecnologias a fim de que esse grupo de pessoas se encontre mais incluso socialmente e use isso para facilitar sua rotina. Somente assim, a invisibilidade social, de Beauvior, é evitada.