Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 20/10/2019

A primeira lei de Newton, a lei da Inércia, afirma que um corpo tende a continuar em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele o fazendo permanecer em repouso. Similarmente, a inclusão digital aos idosos possui problemas que persistem na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força suficiente capaz de mudar o percurso destes problemas, fatores como a falta de abordagem do tema e a ausência de investimentos educacionais pelo governo acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a escassez de campanhas publicitárias em relação a alfabetização tecnológica de idosos é um fator determinante para a persistência da problemática em questão, tendo em vista que a expectativa de vida vem aumentando a cada ano e uma grande parcela dos idosos não sabe utilizar tecnologias adequadamente e pouco tem se falado a respeito desta adversidade nas mídias sociais. Logo, é inviável que esta ausência temática persista na sociedade brasileira ocasionando a dificuldade da criação de leis que permita os idosos a ingressar no mundo tecnológico.

Além disso, é possível salientar a falta de investimentos educacionais como impulsionador da dificuldade de inclusão digital dos idosos, haja vista que muitos não tem acesso a uma escolaridade tecnológica e não há nenhuma lei que proporcione isto. Segundo o Estatuto do Idoso, todas as pessoas da terceira idade tem direito a educação. No entanto, não há em nenhuma parte deste estatuto algum projeto visando uma inclusão digital educacional. Assim, é inadmissível a falta de investimentos e projetos por parte do governo ocasionando a permanência do analfabetismo digital dos idosos.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança deste percurso. Assim sendo, para que os desafios na inclusão digital aos idosos não continue permanecendo no Brasil, urge que a Mídia crie campanhas publicitárias por meio dos canais de comunicação em geral, mobilizando a sociedade e demonstrando a importância da inclusão digital para as pessoas da terceira idade. Ademais, é importante que o Estatuto do Idoso assegure uma nova lei promovendo juntamente com o Ministério da Educação, aulas presenciais através de uma chamada feita porta em porta, objetivando a diminuição do analfabetismo tecnológico dessa parcela da população. Somente assim, com a mobilização da população e com o aumento de investimentos educacionais inclusivos, os problemas da inclusão digital dos idosos irão funcionar como a força descrita por Newton e mudará seus desafios da persistência para a extinção.