Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 24/10/2019

No século XX, a Guerra Fria consagrou-se como conflito tecnológico entre os Estados Unidos e a União Soviética, o que promoveu o surgimento da internet e o desenvolvimento de ferramentas digitais. No entanto, a inclusão promovida por esses meios não é acessível aos idosos, seja pela falta de incentivo governamental, seja pela dificuldade enfrentada frente às diversas funcionalidades do âmbito virtual. É preciso que providências de incentivo sejam tomadas para assegurar o contato amigável da terceira idade às diferentes modernidades.

Em primeiro lugar, nota-se o descumprimento legislativo como precursor do entrave. Instaurada em 2003, a Lei do Estatuto do Idoso afirma a obrigatoriedade do Pode Público na promoção de cursos do setor tecnológico. Contudo, não é o que acontece na prática, como revela o surgimento da profissão “Neto de Aluguel”. Por meio de pagamento, pessoas de idade contratam ajuda para realizar tarefas atreladas ao uso de celulares, por exemplo. É perceptível, logicamente, que a necessidade de tais métodos comprova a irresponsabilidade do Estado.

Ademais, a dificuldade ao acesso também é culpa das empresas de tecnologia, devido às complexas interfaces dos aparelhos. Segundo um estudo americano, divulgado na Revista Galileu, jogar videogame torna o cérebro mais jovem, na medida em que pessoas de 80 anos conseguiram realizar tarefas semelhantes a indivíduos de 30. Todavia, o acesso a esse material é precário já que não há um modo simplificado que facilite o aprendizado. É preciso encontrar subterfúgios para contornar essa vicissitude.

Em síntese, depreende-se que a falta de incentivo promove a prevalência de desafios para a inclusão digital da terceira idade. Portanto, o Ministério da Ciência e Tecnologia, em pareceria de empresas especializadas, deve garantir a propagação de cursos básicos para a fácil inserção dos idosos ao meio virtual. Essa medida seria feita com a contratação de funcionários capacitados, além da utilização de interfaces simplificadas, criadas pelas companhias digitais, a fim de promover o contato amigável desses indivíduos à nova era. Assim, os avanços conquistados com a Guerra Fria seriam usufruídos por todos e o empecilho, mitigado.