Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 01/11/2019

Na contemporaneidade, com o advento da Revolução Técnico-Científica, é notório um cenário dinâmico e de diversidade tecnológica. Contudo, embora tal conjuntura possua um caráter facilitador para o convívio social, ainda há a parcela dos idosos que estão em processo de transição e adequação a essa variante. Sob tal ótica, convém analisar as principais causas e consequências desse fenômeno na sociedade brasileira.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a depreciação social diante dos idosos corrobora para o impasse. Há uma crença de que a terceira geração, devido a fatores biológicos, possui dificuldades para se alfabetizar no meio cibernético, e devido a isso, ocorre o atraso do desenvolvimento nacional. Segundo uma pesquisa realizada pelo site “Positivo”, apenas 20% dos idosos são alfabetizados digitalmente. Nesse viés, faz-se necessário que tal questão seja avaliada.

Ademais, no artigo 21 do Estatuto do Idoso, é assegurado a integração tecnológica dessa faixa etária como um direito. No entanto, percebe-se a ausência de projetos de incentivo tecnológico para esse público, ocasionando assim, um entrave à ascensão do idoso na alfabetização digital e ao seu próprio discernimento sobre ser capaz de desenvolver essa habilidade. É inadmissível que, em pleno século XXI, haja tamanho retrocesso.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, criar projetos cibernéticos com foco em disponibilizar cursos específicos para os idosos, a fim de fornecer uma inclusão didática que possibilite a plena alfabetização desse público. Além disso, a sociedade deve valorizar às capacidades intelectuais dos idosos, e o Governo, juntamente com a mídia, deve criar campanhas, com o intuito de promover o interesse da terceira idade para o âmbito tecnológico. Assim, a imagem de um Brasil frente a seu desenvolvimento deixará de ser apenas um mero devaneio.