Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 03/03/2020
Promulgada pela ONU - Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito á saúde, educação e ao bem-estar social. De maneira análoga, em 1516, na obra ‘’Utopia’’, o escritor inglês Thomas More, se destacou no campo literário, ao narrar uma sociedade coesa e equitativa, ausente de conflitos sociais. Não obstante, no Brasil, observa-se o contrário, um exemplo disso são os desafios para a inclusão digital da terceira idade, que tem como alicerce não somente a exclusão em meio as novas tecnologias, más também a necessidade de investimentos na educação para os idosos.
Em primeira instância, vale destacar que as palavras presentes na bandeira do país - ordem e progresso -, retratam os objetivos de uma nação. Para avançar é mister que ocorram ações baseadas na empatia e no bem geral. Contudo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estima-se, que no Brasil, nos próximos 20 anos a população de idosos poderá alcançar e até mesmo ultrapassar a cifra de milhões de pessoas. No entanto, observa-se que a tecnologia se faz necessária para a evolução da sociedade, visto que elas se tornam ausentes na terceira idade, o que demanda a necessidade de novas mudanças.
Em segunda instância, faz-se mister, ainda, salientar que o analfabetismo é um grande impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no século XXI. Desse modo, após a revolução industrial, a navegação pelas tecnologias provocaram mudanças no comportamento da sociedade, um exemplo disso são os aplicativos de comunicação, que por sua vez, proporciona a aproximação entre amigos e familiares. Diante de tal cenário, novas medidas precisam ser aplicadas para reduzir a quantidade do analfabetismo e colocar em pauta a inclusão dos idosos no mundo virtual.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Logo, afirma o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Para isso, cabe ao Estado em parceira com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, investir em novos métodos de educação com atenção aos idosos, como também o investimento em profissionais qualificados na área de ensino para que possam orientar de maneira correta, através de verbas governamentais, o acesso à internet, além de proporcionar o ensino gratuito para atrair um público maior. Assim, será possível voltar a Utopia para que sejam impasses resolvidos e a sociedade se transforme.