Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 08/04/2020
Desde a Segunda Guerra Mundial, a internet é uma ferramenta inovadora e, hodiernamente, essencial a vida dos seres humanos. Entretanto, os idosos enfrentam inúmeros empecilhos em relação à sua inclusão digital. O preconceito sofrido por esse grupo e o individualismo da sociedade são os principais fatores relacionados a essa questão. Logo, urge atitudes que busquem reverter essa problemática social brasileira.
Em primeira instância, é imperioso abordar a discriminação existente com a terceira idade. Nesse contexto, depreende-se que, por terem nascidos em um período anterior a era tecnológica, são considerados analfabetos em relação a esses equipamentos, não tendo a oportunidade de aprender a usá-los. Conforme uma pesquisa feita pelo IBGE, 31,1% das pessoas com mais de 60 anos não utilizam meios virtuais. Destarte, observa-se que a diferenciação desses indivíduos aos posteriores da inovação os impede de adquirir conhecimento sobre os novos meios de comunicação.
Concomitantemente a isso, é importante ressaltar o egocentrismo da população brasileira. Sob esse prisma, é notório que os anciões possuem uma maior dependência emocional, resultando em uma dificuldade maior de aprendizagem e, consequentemente em uma exclusão do uso de novos mecanismos digitais. Após a Revolução Industrial, essa parcela da população passou por uma desvalorização, deixando de ser prioridade aos cidadãos. Dessa forma, evidencia-se o desinteresse da nova geração em introduzir a classe de idade avançada nesse cenário atual.
Diante dessa problemática, constata-se que os seres com faixas etárias mais altas não têm acesso ao mundo digital. Para sanar essa adversidade, o Ministério da Educação deve dispor que ensinem o uso das inovações científicas a esse grupo, além de incentivar os jovens a dar auxílio aos seus avós em relação a esse assunto e fazer campanhas para estimular o respeito entre todos os brasileiros. Assim, obter-se-á uma sociedade benéfica aos idosos.