Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 09/04/2020

Com o advento da Guerra Fria, inúmeros aparelhos tornaram-se progressivamente mais modernos e complexos. Desde então, através do avanço acelerado de tecnologias inovadoras e a ausência de mecanismos que auxiliassem na melhor compreensão destas, muitos idosos depararam–se com dificuldades em se adaptarem a esse novo estilo de vida, cada vez mais tecnológico. Desse modo, é fundamental empreender medidas de inserção do público idoso.

Nesse hiato, em meados de 1917, o manifesto futurista pregava sobre a velocidade das máquinas e de sua tendência a evoluir com o homem. Hodiernamente, por intermédio deste avanço e a sofisticação de tais máquinas, o público da terceira idade encontra-se inserido em uma sociedade a qual não compreende perfeitamente, buscando, assim, adaptar-se a aparelhos que fogem de seus conhecimentos manuais. Nesse sentido , é notório que grande parcela do público da terceira idade está tentando acompanhar o constante e veloz desenvolvimento das ferramentas digitais.

Nessa conjuntura, de acordo com o pensador Aristóteles, “Todos os homens têm, por natureza, o desejo de conhecer”. Isto é, com máquinas ordinariamente engenhosas ao seu redor, o homem envelhecido sente a natural necessidade de conhecer, contudo, falta-lhe mecanismos os quais auxiliem nesse processo educativo, ou seja, são poucos os projetos ou ações que ensinam aos senhores de avançada idade como manusear o instrumento digital. Portanto, depreende-se que um empecilho para tal público é a ausência de meios de ensino os quais corroborem para a melhor compreensão da complexidade virtual.

Dessarte, por intermédio da ação conjunta entre o Ministério da Educação e o Conselho Nacional da Educação, será possível fornecer aulas presenciais voltadas para o entendimento de diversos aparelhos eletrônicos. Sendo assim, um meio educativo destinado ao público de terceira idade, convergindo, também, com os ideais do filósofo Aristóteles.