Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 14/04/2020
‘‘A tecnologia só é tecnologia para quem nasceu antes dela ser inventada". A frase do programador estadounidense Alan Kay representa bem o estigma vivido por pessoas de terceira idade e sua relação com as tecnologias do século XXI. Partindo dessa perspectiva, é fato que a falta de colaboração, ou melhor, de paciência entre jovens e idosos, além do não interesse do mais velho na inclusão digital são principais algozes referentes à problemática em questão.
Em primeira analise, no Brasil, segundo dados do IBGE em 2016, somente 14.6% da população idosa do país utilizava a internet. É indubitável que a porcentagem apresentada expõe o fato que os idoso são constantemente marginalizados pela sociedade por não ter o conhecimento tecnológico necessário para a inserção no mundo digital. Consequentemente, pelo desconhecimento, as pessoas de idade avançada têm uma falsa sensação de autonomia e inclusão na sociedade atual.
Outrossim, a inclusão digital da terceira idade é importante por conta da facilitação da vida, comunicação, socialização e inclusão. Visto isso, a marginalização dessas pessoas é algo totalmente maléfico do ponto de vista social. Com o distanciamento digital dos idosos, famílias perdem contato, possíveis oportunidades de negócios não são realizados, assistências médicas ou obtenções de informações são perdidas. Logo, é legitimada a inclusão dos mais velhos além de qualquer outro cidadão.
Torna-se evidente, portanto, que a exclusão digital da terceira idade é prejudicial e precisa de medidas combativas. Nesse sentido, o Estado deve dinamizar seus investimentos em cursos auxiliares de informática básica e políticas públicas que visem a informatividade, a fim de evitar as possíveis consequências dessa segregação digital. Isso pode ocorrer por campanhas de marketing em outdoors ou por panfletagem. Assim, pelo conhecimento, será possível superar o impasse vivido pela terceira idade.