Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 10/04/2020
De acordo com Betty Friedan, ativista feminista, “o envelhecimento não é “juventude perdida”, mas uma nova etapa de oportunidade e força”. Na sociedade hodierna, esse pensamento não se aplica, já que o idoso se torna alienado em relação a uma etapa muito importante na atualidade, a tecnológica. Isso ocorre, devido a falta de mecanismos facilitadores e da iniciativa familiar e estatal de inserir o indivíduo nesse âmbito. Dessa forma, torna-se necessário ações conjuntas entre Estado e familiares para contornar os desafios de incluir a terceira idade na era digital.
Em primeira instância, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP), um fator que afasta o idoso da tecnologia é fato de que os sistemas não foram desenvolvidos pensando em suas necessidades. Seguindo essa ideia, os celulares, computadores e outras maquinas, possuem diversas ferramentas incorporadas, contudo suas desenvolvedoras não consideram que seus públicos mais velhos apresentam dificuldades cognitivas (devido a idade) e necessitam de alterações para conseguir usufruir do aparato, como aumento das letras e instruções mais simples. Portanto, é imperativo que as empresas fornecedoras desses aparelhos diferenciem o produto para que ocorra uma maior inclusão e que beneficie todo seus compradores.
Em segunda instância, a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, como afirma a constituição brasileira. Contudo, apesar da afirmação, o descaso das pessoas ao redor do idoso é um grande empecilho, visto que não ocorre muitas iniciativas públicas, apesar de haver algumas nas cidades de são Paulo, mas com registros de 2017, demonstrado pela revista gestão em foco, e o idoso necessita de orientações e de cuidados para realizar atividades virtuais sem correr perigos, como propagandas falsas ou extração de dados. Destarte, é preciso realizar incentivos mais evidentes nas comunidades para que ocorra efetivamente a integração de todos.
Diante dos fatos apresentados, percebe-se que os problemas para a inclusão digital da terceira idade estão na não atenção as suas necessidades e ao mal acompanhamento governamental e familiar. Visto isso, cabe aos lideres das nações, tanto pressionar empresas produtoras de aparelhos para a maior abrangência dos seus compradores, por meio de conferencias administradas por cada chefe de estado, quanto, realizar mais programas para ensinar os idosos como interagir com as tecnologias, apoiados por agentes públicos e professores de informática, com o objetivo de tornar a relação idoso-tecnologia mais fácil e rápida. Além disso, para incluir socialmente e digitalmente a toda a população, abrangendo a ideal de Betty Friedan.