Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 09/04/2020

De acordo com Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Analogamente a essa informação, conclui-se que a informática molda cada vez mais as relações entre os seres humanos e o trabalho. No entanto, a realidade brasileira está em discordância com essa integração, haja vista que a população idosa crescente no país é invisível do ponto de vista tecnológico no mercado de trabalho. Desse modo, torna-se imperativo um debate acerca da dificuldade de ingressar esse coletivo no mundo digital causada, sobretudo, pelas barreiras físicas e psicológicas do idoso e o descaso de sua família e/ou responsáveis.

Em primeiro plano, pode-se constatar o desafio de inclusão digital que a terceira idade enfrenta devido à dificuldade de cognição e menor disposição física de seus corpos. Segundo o filósofo Horácio, ‘’Quem tem confiança em si próprio comanda os outros’’. Acerca disso, médicos geriatras apontam o efeito danoso desses estigmas sobre a autoestima de idosos, que necessitam de incentivos e de autoconfiança para desenvolver suas habilidades digitais. Além disso, tendo em vista a estimativa do IBGE de que o público idoso chegará a 66,5 milhões em 2050, é imperativo torná-lo ativo na sociedade, já que inúmeras relações socioeconômicas ocorrem tanto no ambiente físico quanto no virtual.

Concomitantemente, presencia-se um grande abandono emocional e financeiro por parte dos familiares e/ou relacionados de idosos no país, que, consequentemente, adotam o isolamento social e o sedentarismo. Acerca disso, o sociólogo Jean Jacques Rousseau afirmou: ‘’O homem é resultado do meio em que vive’’. Assim, é notório que enquanto não houver um incentivo das pessoas que convivem com essa população ao desenvolvimento intelectual e educação digital, ficará mais difícil promover a sua integração na sociedade. Dessa maneira, é revelada a necessidade da criação de programas e incentivos que visem a inclusão e a educação digital desse público específico.