Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 14/04/2020
Desde a Terceira Revolução Industrial, a tecnologia tem se desenvolvido e adentrado no cotidiano das pessoas, incluindo dos idosos. Entretanto, estes são menosprezados, por conta do pensamento de que idosos são incapazes de participar do mundo digital e, também, pela falta de recursos apropriados a essa geração.
Em primeiro lugar, é importante compreender que muitos idosos gostam da tecnologia, como os celulares e computadores. Porém, as pessoas não têm paciência para ensiná-las pelo fato de terem mais dificuldade em entender. Ainda assim, foi feita uma campanha pelo banco Itaú para valorizar os mais velhos, onde duas senhoras usam o “Whatsapp” para marcar um chá com as amigas, tiram fotos, pedem comida pelo “ifood”, instalam o aplicativo do Itaú para fazerem compras online e, ao final, pedem um táxi pele rede “99”, apresentando pouca dificuldade em manusear o aparelho eletrônico. A partir dessa propaganda é possível notar que o problema não é falta de interesse dos idosos, mas a discriminação das pessoas ao acreditar que eles não têm inteligência suficiente para aprender, apenas pelo fato de terem um processo de aprendizagem mais lento que dos jovens.
Além disso, são poucas as empresas tecnológicas que desenvolvem recursos para minimizar as dificuldades que têm em utilizar seus aparelhos, como, por exemplo, fabricar celulares e computadores com teclas de números e letras maiores por causa da dificuldade da visão, possibilitar um limite de volume maior e facilitar as funções dos aparelhos. Dessa forma, estariam investindo em um grupo de consumidores com um grande potencial a ser explorado.
Portanto, nota-se que ainda é um desafio a inclusão digital desse grupo. Logo, para que esse problema seja resolvido, é importante promover oficinas de aprendizado, especializar pessoas para o atendimento aos idosos e incentivar a participação da família, a fim de disseminar um novo pensamento de que a terceira idade continua ativa e dinâmica.