Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 09/04/2020

“Todos os que não permitem a inclusão dos que foram excluídos da sociedade contribuem para a geração do câncer da discriminação, da violência e da desumanização.” A frase do cientista e pensador Herbert Galdino pode ser aplicada ao cenário de exclusão da terceira idade do mundo tecnológico atual, oriunda de um preconceito tanto por parte da classe idosa quanto da população jovem. Portanto, faz-se indispensável a mobilização da sociedade em prol de sanar a problemática.

Em primeira análise, o desconforto da geração x em relação ao uso de aparatos tecnológicos se mostra empecilho na normalização desse cenário.

Ao passo que surge uma necessidade de se atualizar, pessoas acima de 60 anos, por sofrerem uma brusca mudança em seu cotidiano, tendem a ser mais relutantes frente à modernização. Dessa forma, percebe-se a relevância de tornar a tecnologia mais convidativa para tal massa.

Em segunda análise, o descaso da juventude perante as dificuldades encontradas por seus antecessores diante da tecnologia agrava o cenário atual. Na série americana “Grace & Frankie”, duas anciãs procuram ganhar espaço no mercado de trabalho apesar da desmotivação de seus filhos, que alegavam que a barreira do desconhecimento a respeito de comercialização on-line era definitiva. Por conseguinte, fica evidente o papel fundamental que a progênie deve exercer diante de tal circunstância.

De acordo com os argumentos supracitados, urge que a população como um todo se una no combate ao óbice da exclusão. O Ministério de Educação e Cultura deve liderar ações de conscientização em larga escala, além de promover cursos de aprimoramento de habilidades informáticas voltados para o público idoso. Dessa maneira, será possível impedir o avanço do “câncer da discriminação” e, consequentemente, curá-lo.