Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 09/04/2020
Idosos na Era Digital.
A era da Informação teve seu início na década de 1980, e em relação às anteriores é um período histórico ainda muito recente. Para aqueles que nasceram antes da digitalização a inclusão no mundo cibernético se tornou difícil e complexa. Seja pela ausência de estímulos educativos que visem facilitar o uso de tecnologia por idosos, ou pela cultura estereotipada da terceira idade, é fato que pessoas mais velhas tendem a não envolver-se em ambientes digitais. Faz-se necessário a liberação de aulas de computação para os que se interessarem.
Em primeiro plano, a complexidade dos sistemas da internet aumenta a cada dia e milhares de novos aplicativos são criados. Indivíduos de idade avançada, os quais nasceram em períodos sem tecnologia, não possuem base para aprender a manusear nem os próprios aparelhos celulares. Diferentemente de um jovem moderno, criado num ambiente rodeado de softwares e educado diante deles, os anosos muitas vezes não tem quem os ajudem a integrar-se na contemporaneidade. De acordo com uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC), apenas 21% dos idosos conseguia usar um computador. Tal estatística revela a profundidade da ignorância generalizada dos idosos com dispositivos atuais. Portanto, é irrefutável que a terceira idade precisa de novas possibilidades de união social.
Em segundo plano, a ideia negativa de que octogenários são em sua maioria senis encontra-se espalhada na sociedade. Segundo Aristóteles, “a cultura é o melhor conforto para a velhice”. Essa afirmação não só sugere que os nonagenários necessitam de novos conhecimentos, como também retoma o dogma de que a velhice traz uma enorme bagagem de sabedoria e vivência. O estereótipo da inaptidão anosa, além de errônea, diminui a confiança social e o desejo de os incluir no binômio socio-digital. Com isso, nota-se que o preconceito criado retira a população mais anciã do núcleo de atividade política.
Em última análise, uma pesquisa do portal G1 revela que a tecnologia traz inúmeros benefícios para a população mais velha, desde evitar o isolamento a facilitar o acesso a exames. Portanto, com o objetivo de melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano, o Governo deve investir capitais em aulas baratas de computação para longevos, em localizações seguras e estáveis. Assim, uma maior homogeneidade populacional pode ser alcançada e a era da Informação poderá finalmente ser aproveitada.