Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 15/04/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é representada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela falta de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade atual é o oposto do que o autor prega, visto que a inclusão digital dos idosos apresenta barreiras, as quais dificultam o cumprimento dos planos de More. Nesse sentido, o idoso, no Brasil, é cruelmente desvalorizado e deixado de lado, causando a este o sentimento de solidão e transtornos, tais como depressão e Alzheimer.

Convém ressaltar, a princípio, que o individualismo é um fator determinante para a persistência do problema. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt  Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, a falta de empatia e paciência com os idosos faz com que estes hesitem em pedir ajuda para manipular a ferramenta digital.

Ademais, é inegável evidenciar que a resistência ao novo é uma causa em questão. Segundo o inglês William Shakespeare, “Nossas dúvidas são traidoras  e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. Nesse sentido, inovações portam preocupações e temor, que continuamente levam o idoso a não manejar o aparelho.

Portanto, para acabar com a exclusão digital da terceira idade, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o Ministério da Educação, em parceria com a Prefeitura, criem oficinas educativas em locais públicos de grande circulação, para a população em geral, por meio de palestras de profissionais da área de TI que orientem a população em como manipular os dispositivos digitais. Além disso, nesses momentos, é preciso trazer em discussão os benefícios destes dispositivos, para eliminar as dúvidas e o receio de manusear o aparelho. Dessa forma, a barreira que impede a efetivação dos planos de More será rompida.