Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 24/04/2020
Atualmente, idosos não são mais vistos como figuras de respeito e admiração como antigamente. Devido a isso, tais indivíduos são excluídos dos acontecimentos sociais, sendo inclusive, marginalizados das diversas vantagens oferecidas pela tecnologia. Isso pode ser caracterizado pela falta de incentivo do governo e de ajuda familiar.
Em 2003, foi criado o Estatuto do Idoso, no qual destaca-se a importância da necessidade de integração dos idosos aos aparatos tecnológicos. Na lei 10.741, artigo 20, aborda-se que a terceira idade tem direito à educação, cultura, esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. No entanto, a realidade brasileira demonstra que esse direito não é totalmente assegurado, considerando-se que a terceira idade ainda enfrenta diversas dificuldades para lidar com as novas tecnologias. Consequentemente, a terceira idade é limitada, o que prejudica inclusive o ato da cidadania, pois as inúmeras relações sociais ocorrem tanto no ambiente físico quanto no virtual.
Deve-se evidenciar, que é um dever familiar e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação de todos os seus direitos, assim como seu desenvolvimento, segundo o 3º artigo da lei. A inclusão digital não é uma prática comum da família, nem é incentivada pela máquina pública. Um exemplo dessa desigualdade foi a iniciativa da criação do " neto de aluguel “, uma espécie de ajuda para ensinar o idoso a utilizar ferramentas tecnológicas. Essa situação demonstra, a carência da criação de programas que visem a inclusão digital desse público específico.
Portanto, é possível concluir que devido a dificuldade de acesso, a vida do idoso torna-se limitada demais. É de suma importância que o Poder Legislativo, por meio de leis, obrigue as empresas de tecnologia a criarem ferramentas tecnológicas com uma programação de fácil assimilação, como um “modo idoso”. Além disso, a mídia, juntamente com o governo, deve realizar campanhas e debates para influenciar famílias a promover atos que ajudem nessa integração digital da terceira idade, ressaltando sempre a importância de facilitar o acesso às novas tecnologias, a fim de estimular atos solidários e propostas inovadoras, que visem os direitos dos idosos, evitando ao máximo, a exclusão digital da terceira idade.