Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 19/06/2020

O Estatuto do Idoso estipula o dever de propiciar a melhoria da qualidade de vida dos idosos e, nos dias atuais, é nítido que a tecnologia possui um papel fundamental para concretizar essa lei. Todavia, embora essa garantia seja prevista com tamanha notoriedade, existem desafios para assegurar a inclusão digital desses cidadãos, como a ausência de acessibilidade científica e a escassez de institutos de ensino informático. Logo, medidas são vitais para reverter essa problemática.

Primeiramente, é importante ressaltar que o difícil acesso das interfaces digitais é um impasse para promover a inserção dos idosos na informática. À vista disso, a 3° Revolução Industrial foi responsável pelo avanço e variação dos meios técnicos. Contudo, é notório que os sistemas operacionais oriundos desse marco não possuem as características precisas para permitir o fácil manuseio entre os indivíduos com idade mais avançada. Isso se deve em razão da desconsideração existente por parte dos construtores de aparelhos tecnológicos, visto que desatendem o nível de habilidade manual, visual e cognitivo dos usuários. Assim, a falta de recursos que visem viabilizar o uso desses artefatos causa a exclusão da geração mais velha, posto que não satisfazem as condições especiais dessas pessoas.

Ademais, vale destacar que a pouca quantidade de escolas básicas de informática é um empecilho para possibilitar a incorporação de idosos na era digital. Nesse sentido, para o economista britânico Arthur Lewis, a didática não pode ser considerada como uma despesa, pois, é um investimento com retorno garantido. Entretanto, no Brasil atual, é perceptível que  os incentivos governamentais voltados para a educação técnica não são aplicados de maneira correta. Tal situação, somada a ausência do envolvimento familiar, motiva o estreitamento da relação entre a população idosa e a tecnologia, posto que impossibilita o aprendizado dessas pessoas e, assim, acarreta a subutilização desses artifícios pelo público mais velho.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são essenciais para reverter tal quadro. Posto isso, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações incluir a utilização dos aparelhos técnicos na terceira idade, a partir da criação de aplicativos e recursos virtuais que visem facultar o acesso a web. Desse modo, será possível atender as exigências dessa geração e, assim, promoverá a difusão do universo digital e da internet no Brasil. Além disso, compete ao Ministério da Cidadania possibilitar a prática do percepção científica entre os idosos, por meio de aplicações voltadas à expansão de cursos práticos dessa área. Sendo assim, será plausível tornar a população mais velha engajada no aprendizado tecnológico e, então, ocasionará a redução do índice de analfabetismo digital no país. Feito isso, haverá o fim dos empecilhos que impedem a inclusão técnica dos idosos.