Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 25/06/2020

No filme “Um Senhor Estagiário”, o personagem principal, Ben, é contratado por uma empresa de moda, por meio de um programa de estágio apenas para idosos a partir dos 70 anos de idade. Entretanto, o septuagenário enfrenta dificuldades em adaptar-se à modernidade digital, apesar de receber ajuda de funcionários mais jovens. Analogamente, o filme retrata a realidade de muitos idosos no que tange à inclusão digital desses. Vê-se que o século XXI é a era tecnológica, em que aqueles que não estão conectados são deixados aquém e desatualizados do que está acontecendo; assim também, tornam-se mais suscetíveis à manipulação e notícias falsas.

Consoante o filósofo francês, Pierre Lévy, “toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Nesse contexto, é possível entender que à medida que o mundo digital avança, sempre terá os que ficarão atrasados, tanto em relação ao meio social quanto a quantidade de oportunidades possibilitadas por sistemas de dispositivos eletrônicos. Desse modo, sabe-se que este crescimento inversamente proporcional entre os desenvolvimentos tecnológicos e a população da terceira idade é um problema comprovado pela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, que estima que 25% da população seja idosa em 2050; visto que quanto maior é a expectativa de vida, é sem dúvidas que, idosos não estejam inclusos no maior meio de acesso à comunicação: a internet.

Ademais, por falta de orientação básica, os idosos têm uma maior tendência a serem manipulados, tendo seus dados pessoais roubados, por exemplo. E, o analfabetismo digital é a causa principal para que esse grupo sofra com as circunstâncias de quem aproveita desta ferramenta, como as redes sociais, para prejudicar os mais vulneráveis. Por isso, é de suma importância o conhecimento — visando incluir pessoas da terceira idade tanto nacionais como mundialmente — neste ramo de característica “nova” para esses, mas que abrange diferentes utilidades em dias atuais.

Portanto, é mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações tome providências. Dessa maneira, criando um projeto presencial gratuito de aulas, que por meio de estagiários de T.I (Tecnologia da Informação) conduziriam a alfabetização digital, para que os idosos tenham interação com os jovens, assim como Ben teve a ajuda dos companheiros de trabalho mais novos que ele; e, pois, aplicando a educação midiática: que tem função de alfabetizar e identificar notícias falsas. Sendo assim, tendo como objetivo englobar e superar os desafios da inclusão digital da terceira idade.