Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 04/07/2020
Na campanha eleitoral de 2018, as chamadas ‘fake news’ foram propagadas de maneira irrestrita para uma população recém inserida no mundo das redes sociais e de aplicativos de comunicação instantânea. Haja vista que a parcela da sociedade responsável pela circulação de notícias inverídicas é, em sua maioria, de terceira idade e com baixa escolaridade, é necessária uma ação governamental para educar essas pessoas antes de inseri-las na cultura digital.
Por certo, há de se esclarecer que o fenômeno da propagação de ‘fake news’ pode ter graves consequências. Uma delas é deixar marcas na reputação de pessoas inocentes. Um exemplo disso é o caso da deputada assassinada Marielle Franco, que teve sua inocência posta em cheque após a circulação de uma notícia que a colocava como sendo a esposa de um criminoso condenado. Para evitar que eventos como esse se repitam é necessário que a população saiba distinguir entre fatos em mentiras, e tenha o hábito de verificar se uma informação é verdadeira antes de passa-la adiante.
Contudo, a dificuldade de educar as pessoas recém inseridas em ambientes virtuais de comunicação reside no fato de tal grupo ter uma escolaridade abaixo do nível ideal, muitas são, inclusive, analfabetas funcionais. E, portanto, não conseguem distinguir se determinado texto expõe faltos ou é apenas uma ironia do autor, e sequer verificam se a fonte da informação existe. É preciso, então, ensiná-las o mínimo sobre como funcionam as mídias sociais e a internet como um todo.
Logo, fica evidente a necessidade de se educar as pessoas que usam as redes sociais de maneira indevida e irresponsável. Uma ação eficaz para tal seria a aplicação de uma lei, elaborada pelo poder legislativo e executada pelo Ministério da Educação, que torne obrigatória a exibição de de aulas, em rede nacional, por especialistas em educação de idosos, onde seriam ensinados tópicos como segurança digital, checagem de informação, e os perigos da desinformação.