Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 16/08/2020
O Estatuto do Idoso, assegura em seu artigo 21, cursos especiais para idosos com conteúdos relativos aos avanços tecnológicos para sua integração na vida moderna.No entanto, nos dias atuais, enxerga-se problemas para o cumprimento dessas legislações, encontrando desafios para a inclusão digital da terceira idade.Esse acontecimento antagônico ocorre, principalmente, pela dificuldade encontrada na adaptação dos idosos, e também pela escassez de pessoas capacitadas e dispostas.
Mormente, deve-se salientar, que após a revolução tecnológica, no século XXI, houve a necessidade de uma adaptação de boa parte da população em se inteirar, entretanto, a população idosa tem encontrado dificuldades com isso.Nesse viés, subentende-se que a população idosa é vista sobre um Estigma Social, teoria abordada pelo sociólogo Erving Goffman, o qual define como aquele que se apresenta diferente em relação ao padrão normativo imposto pela sociedade.Percebe-se, então, de maneira análoga que a problemática brasileira brasileira segue o conceito do autor.Prova disso são dados do site “atribuna”, o qual afirmam que apenas 3 de 10 idosos que tentam se adaptar ao meio tecnológico conseguem ter proveito do aprendido.Dessa forma, nota-se que tal problemática tem enfrentado dificuldades para ser solucionada, devido a má-adaptação da terceira idade nesse âmbito.
Nesse contexto, ressalta-se, que junto ao citado, outro problema contribuinte para essa situação é a falta de pessoas capacitadas e dispostas para o ensino e integração dos idosos na vida moderna. Sob esse prisma, compara-se tal situação com a teoria do sociólogo Émille Durkhein “anomia social”, a qual é descrita: quando partes do corpo social apresentam falhas, as outras certamente serão prejudicadas.Atenta-se, portanto, que o problema persistente em território nacional assemelha-se ao do pensador. Tais indícios são encontrados de maneira inversa em projetos como o Hábil idade, que se encontra na cidade de São Paulo e possui mais de 300 alunos idosos.Dessa maneira, é notório que tal problemática ainda é persistente no Brasil, devido a baixa quantidade de pessoas capacitadas e dispostas para instruir essas pessoas da terceira idade.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para que seja possível a inclusão digital para os idosos.Para que isso ocorra cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações(MCTI) criar mecanismos de incentivo ao idoso a aprendizagem sobre a modernidade tecnológica, mediante propagandas televisivas em horários nobres- porque assim é possível alcançar um número maior de pessoas-, com a finalidade amortecer a evasão desses idosos.Ademais, cabe também ao MCTI a busca de profissionais capacitados, por meio da contratação de instituições renomadas - a exemplo a Hábio idade-, a fim de mitigar essa problemática e aproximar-se do que é direito no Estatuto do Idoso.