Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 03/10/2020

‘’Algo só é impossível até que alguém duvide e resolva provar o contrário’’. Essa frase de Einstein propõe motivar de forma positiva aos que almejam o aperfeiçoamento pessoal. Todavia, devido aos declínios sensoriais, motores e físicos decorrentes do avanço da idade é utópico acreditar no desenvolvimento da autonomia dos idosos por intermédio de artefatos tecnológicos. Diante dessa perspectiva, a subutilização de celulares e computadores pelo anciões promove a sua exclusão digital e isolamento social no Brasil hodierno.

A princípio, o mau uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC), como celulares e computadores, segregam a população idosa na atualidade. Conforme o Ministério da Saúde (MS), esses indivíduos são acometidos por doenças cognitivas e motoras que impedem o desempenho das atividades cotidianas de forma independente. Dessa forma, esses fatores impossibilitam o acesso de qualidade dos anciões com as NTIC, e retardam a inclusão digital destes em virtude das dificuldades de interação com as ‘’interfaces’’ atuais.

Além disso, a terceira idade sofre discriminação em não dominar a lógica do mundo digital na vida moderna, o que resulta no seu afastamento social. Segundo Issac Newton, ‘’construímos pontes de mais e muros de menos’’. A luz dessa ideia, a hipermídia — como a ‘’web’’ — é um obstáculo a boa parte dos idosos, uma vez que estes estão alienados à acessibilidade das mídias clássicas — exemplo, a TV. Consequentemente, se tornam brasileiros limitados por programações manipulativas, e isolados de todos pelo intransponível sistema hipertextual.

Torna-se evidente que o Poder Executivo brasileiro deve tomar providências para superar o quadro atual. Para incluir os idosos brasileiros no universo digital e deixarem de ser antissociais, urge ao Ministério da Educação (MC) criar um programa de inclusão às NTIC adaptado a escolaridade, habilidade manual e funções cognitivas dessa população . Isso deve ser feito recorrendo a uma política de ensino permanente para a terceira idade que a introduza às novas tecnologias, tais como computadores e ‘’smartphones’’. Em vista disso, os anciãos alcançarão autonomia na utilização desses recursos e ampliarão suas possibilidades de comunicação e de relacionamento com a família, amigos e com a comunidade. Destarte, o impossível será possível, como eternizou Einstein eu sua frase.