Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 08/10/2020
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa a da própria existência. Com o avanço da tecnologia e seu alto grau de complexidade, a terceira idade tem ficado de lado nessa inserção aos novos meios tecnológicos. Tal exclusão afeta diretamente na qualidade de vida desses cidadãos e, devido a falta de apoio familiar e ao meio educacional mal estruturado, tem tornado esse abismo entre idoso e tecnologia cada vez maior.
De início, vale salientar que não estar conectado ou não saber como usar os meios digitais, pode gerar grandes problemas sociais. Entre esses problemas, a principal é a exclusão digital, que limita o ser em diversos aspectos, como o diálogo com amigos e familiares, a inserção social e a busca de informações para estarem sempre atualizados sobre o que acontece no mundo. Outrossim, estar online também oferece aos idosos uma ferramenta para gerenciar e pesquisar problemas de saúde e uma maneira de aumentar a atividade cerebral seja por filmes e séries seja só lendo. Desse modo, lidar com essa problemática é necessária para que os idosos possam viver bem.
Ademais, cabe destacar que os mais velhos precisam de ajuda para aprender a lidar com os novos meios tecnológicos, visto que sozinhos não conseguem acabar com essa exclusão social. Em vista disso, foi criado um programa chamado “Neto de Aluguel”, em que pessoas ensinam os idosos a mexerem nos celulares e computadores por exemplo. Entretanto, a falta de investimentos e a má gestão do programa não têm conseguido distribuir seus ensinamentos para todas as regiões do Brasil, fazendo assim, com que essa parte da população ainda sejam “analfabetos tecnológicos”. Além disso, os próprios familiares poderiam ensinar aos velhinhos como fazer um bom uso desses eletrônicos. Contudo, a falta de paciência e de má vontade acaba dificultando o aprendizado do senhor de idade e interferindo em sua qualidade de vida.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade da adoção de medidas que revertam esse quadro. Com isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve aprimorar e expandir projetos existentes, para todas as regiões do Brasil, que diminuam o número de analfabetos tecnológicos, tais como um maior investimento no programa Neto de Aluguel, uma melhoria na gestão do mesmo e a realização de comerciais que demonstrem aos familiares o quão importante é auxiliar o idoso nesse caminho de “alfabetização”, a fim de garantir que os idosos não só sobrevivam, mas vivam bem com qualidade.