Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 15/10/2020

No contexto social vigente, é perceptível que as relações tecnológicas atuaram no processo de desenvolvimento mundial de forma ampla. Apesar disso, é inevitável evidenciar que grupos específicos, como a terceira idade, ainda encontram barreiras na massificação desse avanço, fixando a ideia de uma sociedade desigual na era virtual. Diante do exposto, seja pela ineficiência de ações governamentais, seja por fatores popularizados, os desafios para inclusão digital da faixa mencionada é um impasse e necessita de uma solvência.

Precipuamente, é explícito que a falta de medidas exclusivas para a inserção dos idosos nesse campo ocasiona situações de exclusão que englobam prejuízos sociais e profissionais na trajetória de cada um deles. Tais efeitos serão mais frequentes no futuro próximo, já que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -  IBGE- , daqui a 20 anos, no Brasil terá mais idosos do que crianças. Consequentemente, essas razões contribuem para a abrangência e mobilização de projetos alcançáveis pelas autoridades e por o senso crítico popular.

De outra parte, essa problemática também compromete a concepção e autoconfiança dessa classe. Consoante Michel Foucault, filósofo e ativista francês: " as pessoas são mais leves do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos". Contudo, essa afirmação não é vista na prática, uma vez que estigmas são familiarizados na sociedade, exemplificando, a convicção de que não é possível aprender algo depois de “certa idade avançada”. Nesse sentido, os obstáculos por uma educação tecnológica inclusiva, nesse momento, caracteriza- se por uma “política relativa.”

Em vistas dos argumentos apresentados, torna-se imprescindível que o Ministério da Cidadania proponha políticas públicas e campanhas por meio de reuniões e cursos gratuitos a fim de instruir a categoria idosa sobre o uso da internet e os benefícios e malefícios dessa ação na sua qualidade de vida. Ademais, os próprios filhos ou/e parentes devem incentivar psicologicamente os membros mais velhos, mostrando que os mesmos são capazes a seguirem nessa área. Somente assim, o Brasil teria, de fato, uma cultura inclusiva.