Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 04/10/2020

De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois os desafios para inclusão digital da terceira idade carecem de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto. Dessa maneira, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para adição de idosos ao mundo digital. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato refletem, não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de tecnologia e desenvolvimento, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados à disponibilidade gratuita da internet, websites e infraestrutura de base, medidas essas que facilitariam a integração de idosos e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da inserção da terceira idade no mundo tecnológico, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, em sua ‘’Terceira Carta Pedagógica’’, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência na formação de ideias críticas, ações sociais expressivas e uma boa base educacional analítica sobre como explorar a internet e seus avanços, o país não obtém grandes transformações. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade.

Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver os desafios de inclusão digital da terceira idade. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do mundo digital, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, participação remunerada de profissionais da área tecnológica e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscará o tão sonhado progresso de George B.