Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 16/10/2020

O mundo passa pela era da Globalização, o desenvolvimento cientifico e tecnológico nunca antes esteve tão acelerado, basta observar a capacidade de armazenamento presente na Apollo II, que não passava de 4MB, e meio século depois, qualquer smartphone mediano possui 4 mil vezes mais que a nave responsável por levar o homem a lua. Assim, nesse contesto de avanço, a terceira idade encontra desafias para se incluírem na era digital, sendo a quase inexistência de um mercado para tal público em conjunto da dificuldade de acesso a mecanismos de ensino, alguns dos maiores problemas.

Em primeira análise, observa-se um rápido desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas, surge um mercado cada vez mais competitivo na busca de desenvolver novos celulares, computadores e aplicativos capazes atrair a atenção de seu público alvo. Entretanto, tais fabricantes na grande maioria das vezes focam suas produções para o público mais jovem, ignorando a presença da população de terceira idade, colaborando assim, para a perpetuação de um analfabetismo digital de parte dessa faixa etária, que segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), ultrapassa o marco de 28 milhões de brasileiros.

Ademais, diferentemente das crianças nascidas na era da internet, que tiveram contato desde novas aos meios digitais, os indivíduos da terceira idade muitas vezes precisam de tempo e paciência para aprender e se adaptarem às ferramentas tecnológicas existentes. Porém nem todos possuem parentes ou instituições como o SESC Ceará (responsável por ministrar cursos práticos) para auxiliar em seus estudos do mundo digital, representando um grande empecilho no desenvolvimento das habilidades de informática.

Logo, torna-se necessário que as grandes empresas e marcas do ramo da tecnologia, em parceria com as emissoras abertas de televisão, elaborem campanhas, propagandas e ficção engajada, capazes de promover ensinamentos básicos, como a utilização da câmera do celular, de ferramentas de buscas na internet, de redes sociais e efetuar telefonemas, a fim de possibilitar uma maior inclusão dos membros da terceira idade. Além disso, as grandes marcas de smartphones poderiam desenvolver aparelhos voltados para o público de mais idades, assim como a empresa Obabox criou o Obasmart, primeiro aparelho criado para facilitar o manuseio por idosos, tendo a finalidade de ampliar as possibilidades de mercado e permitir que os mais velhos possam usufruir das facilidades que a modernidade tem a oferecer.