Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 15/10/2020

Segundo o filósofo Marshall McLuhan, as novas tacnologias eletrônicas tendem a encurta distâncias, o que resulta no mundo em que as pessoas estejam, de certa forma, interligadas, como em uma aldeia. Contudo, a falta de uma inclusão digital da terceira idade é um fator que demonstra que parte da população está excluida dessa “aldeia global”. Nesse sentido, é necessário, analisar a sua principal causa, a negligência governamental, e suas consequências como a diminuição da qualidade de vida.

Diante desse contexto, a carência de políticas públicas com o objetivo de elucidar os idosos acerca das maneiras de como utilizar as tecnologias é um obstáculo que deve ser debatido. Visto isso, de acordo com Rosseau, a sociedade realiza um contrato social para que o Estado haja a serviço dos cidadãos, respeitando a vontade geral e coibindo os interesses pessoais. Entretanto, a assimetria de oportunidades para o  apredizado digital faz com que esse ideal não seja posto na prática, essa desigualdade é gerada pelo baixo investimento do governo em salas de aula computadorizadas com o objetivo de incluir o idoso nos meios digitais. Dessa forma, a população com idade avançada não pode desfrutar dos benefícios dos meios digitais como o lazer, saúde e educação e, além disso, se perpetua esteriótipos como ,por exemplo, de pessoas retrógradas, ligadas ao passado e não pertencentes a sociedade contemporanea.

Outrossim, é de suma importância destacar os resultados desse descaso com os idosos. Sob essa perspectiva, devido aos radicais livres, os quais são produzidos pela alimentação, respiração e a exposição ao sol, promove a oxidação de lipídios, proteinas e DNA, o que gera um envelhecimento e o aumento da probabilidade de se contrair doenças com elevados índices de mortalidade, como o câncer. Diante desse contratempo, os indivíduos com idade avançada necessitam saber manusear os aparelhos tecnológicos para obterem informações sobre saúde tanto física quanto psicológica. Logo, é inaceitável uma postura estática do governo perante essa problemática, pois é algo garantido pela Constituição de 1988 o direito à saúde e educação para todos os cidadãos.

Portanto, subterfúgios devem ser criados a fim de que a terceira idade possa desfrutar das tecnologias. Para isso, é fulcral que o Ministério da Educação promova aulas práticas para os idosos, por intermédio de um planejamento econômico apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o qual disponibilizará professores qualificados e os aparelhos necessários para o procedimento das aulas, para que haja uma plena inclusão digital dos idosos. Dessa maneira, a “aldeia global” poderá ter os idosos como parte dessa realidade.