Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 10/10/2020

“Fato social”:maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Nessa perspectiva, o conceito de Émile Durkheim se encaixa na realidade brasileira, na qual é notável que normalizar a banalização da inclusão digital da terceira idade, é o nosso fato social.Tal problemática se dá tanto pelo pouco envolvimento da família quanto pela escassa abordagem do tema.

É indubitável que a negligencia familiar seja causa do “ciclo de ódio” que move os desafios para incluir idosos à era digital. Segundo Nagato, -líder de uma organização de ninjas mercenários- no anime

“Naruto”,o instinto humano busca conflito, independente do motivo, utilizamos a vingança sob máscara de justiça para defender nosso credo, assim gerando um ciclo de ódio.Portanto, não tão longe do mundo ninja, é visto que em um mundo globalizado, no qual os jovens utilizam sua máscara de ocupação -dizer não ter tempo para orientar os anciões da casa no uso de aparelhos digitais- em credo à falta de paciência, o ciclo de ódio é enraizado na sociedade brasileira.Nesse viés, poucos são os idosos que desfrutam do direito ao lazer e à cultura promovidos pela tecnologia.

Além disso, é pertinente ressaltar que a insuficiente exposição dessa problemática contribui para a não democratização desse programa cultural. Nessa perspectiva, muitas vezes, a mídia negligencia o debate acerca da ausência do uso da tecnologia por idosos, o que faz com que a carência digital deles não seja notável. Dessa forma, é indubitável que a pouco abordagem midiática com relação ao caráter restritivo do universo dos idosos proporciona a perpetuação da exclusão dos mesmos.

Entende-se, portanto, a relevância da inclusão digital de idosos no Brasil. Para que isso ocorra, é necessário que a instituição educacional deve proporcionar aos indivíduos uma educação voltada à realidade do idoso, como forma de trazer empatia, por intermédio de debates e palestras, na área das Ciências Humanas, assim trazendo esclarecimento populacional. Ademais, a mídia deve elaborar reportagens de conscientização familiar, as quais exibam a carência dos desprovidos de conhecimento tecnológico. Somente assim haverá mudanças no fato social brasileiro, consecutivamente diminuindo o ciclo de ódio enraizado e o tornando mais empático à nossa nação.