Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 07/10/2020
Por muitos anos no Brasil, negros foram excluídos do acesso ao curso superior nas universidades. Todavia, em pleno século XXI, a Lei das Cotas foi sancionada para corrigir esse problema. Logo, consoante ao portal Guia do Estudante, a porcentagem de estudantes negros inseridos nas universidades públicas aumentou consideravelmente ao longo do tempo. Desse modo, no contexto mais atual, verifica-se que as pessoas da terceira idade se encontram expostos à exclusão digital similarmente ao desafio racial outrora enfatizado. Por isso, é preciso entender as causas que constituam obstáculos à inclusão digital da terceira idade, a fim de superá-las.
De acordo com o efeito borboleta, teoria de Edward Lorenz, o passado influencia, em muito, nas mínimas circunstâncias da atualidade. Nesse sentido, é fato que tal conceito se encaixa perfeitamente na problemática: ao analisar o modo irrelevante cuja a internet estava inserida na vida social antes do avanço tecnológico no início do século XXI. Paralelamente, isso criou uma diferença entre as gerações de cada idade, na qual os mais velhos não conseguiram se adaptar rapidamente aos novos padrões civis do mundo globalizado. Dessa maneira, a terceira idade se tornou uma minoria nas redes digitais. Ainda cabe dizer, em segundo plano, o preconceito presente na subjetividade dos cidadãos jovens fomenta a resistência do problema. Em consonância a isso, há de pontuar que essa condição é fruto da uma forte concordância coletiva causada unicamente pela inexperiência de pessoas mais velhas com os mecanismos da internet em relação às pessoas mais novas. No entanto, conforme Michel Foucault, filósofo francês, o ser humano é capaz de ultrapassar pensamentos errôneos e formular ideais melhores. Assim, torna-se fundamental a participação social para mitigar essa situação.
Depreende-se, portanto, que os impasses supracitados instituam desafios a superar. Para tanto, as redes virtuais, por intermédio dos criadores digitais, deve acentuar o número dos conteúdos para o público da terceira idade, com o intuito de tornar a internet mais atrativa e conveniente para os mais velhos. Conjuntamente, compete aos jovens, por meio da influência familiar, a mostrar aos familiares a gama de possibilidades que a internet pode oferecer, a fim de lhes familiarizar -por conseguinte- com a internet. Com essas ações, a presença da terceira idade, como a Lei das cotas permitiu aos negros nas universidades, se moverá avante na internet.