Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 08/10/2020

O Brasil desde o inicio da sua historia apresenta uma grande desigualdade social, essa problemática fora potencializada com o fim da União Soviética e a supremacia do sistema anglo-americano que consolidou o capitalismo. Esse contexto acarretou modos de vida cada vez mais complexos com o uso da tecnologia numa estimativa de maximizar lucros. Tal cenário requer uma melhor assistência Estatal no âmbito da educação, sobre tudo para pessoas da terceira idade. Desse modo, a negligência do Estado em criar mecanismos de alfabetização para os idosos e a segurança não proporcionada ao utilizar essas ferramentas tecnológicas são os maiores entraves na atualidade. Em primeiro lugar é imperioso destacar que na Constituição de 88 está explicito os Direitos Sociais, entres eles a educação. Todavia, é interessantes postular que essa garantia deve ser estendida a todos os cidadãos, independentemente de idade, conforme ratificado no Estatuto do Idoso no art. 21, que prevê que o poder público deve criar oportunidade de acesso à educação para os mais velhos. Porém, no Brasil esse direito não é assistido, o que provoca uma exclusão social, visto a necessidade educacional frente à massificada insistência da globalização de robotizar a maioria dos serviços prestados a população. Portando, o Estado dever intervir de forma direta nesse cenário. Outrossim, é imperativo pontuar que inegavelmente o uso de smartphone virou acessório fundamental para na sociedade contemporânea, por meio desse far-se-á transações financeiras, compras, vídeo conferencias enfim inúmeras outras vantagens, no entanto, essa facilidade está atrelada também a falta de segurança, visto a facilidade de clonar informações por meio de vírus maliciosos. Nesse contexto, os Idosos são considerados alvos fáceis de crimes cibernéticos, mostra um levantamento global da fabricante de softwares de segurança Kaspersky. ”O fraudador, quando vai fazer o ataque, mira a todos, mas quando vê que a pessoa já tem alguma idade, costuma aperfeiçoar golpes", afirma o pesquisador sênior de Segurança Digital da Kaspersky, Fábio Assolini. Percebe-se, portanto que é primordial um trabalho institucional por parte do Estado no âmbito educacional, assim com do setor privado, fornecedores de serviços, garantia de segurança. Em síntese, para tentar erradicar os entraves na alfabetização na terceira idade é preciso maior efetividade do poder Estatal por meio políticas públicas e efetivação de leis. Para isso, cabe a Assembleia Legislativa a aprovação de metas a serem compridas pelo Governo Federal, que vise à inclusão dos idosos na era tecnológica informacional, como a criação de campanhas tecnológicas informacionais e a criação de centros de apoio educacional para os idosos, isso em parceria com os Governos Estaduais e Municipais. Ademais, as empresas privadas devem garantir a segurança na utilização de seus serviços, caso contrário devem ser responsabilizadas pela falta de informação sobre possíveis crimes cibernéticos, assim como também utilizar de instruções de uso com apreço a acessibilidade, isto é, linguagem de fácil compreensão, principalmente para atender as pessoas de terceira idade. Isso a fim de diminuir a exclusão social provocada pelos entraves na alfabetização digital na terceira idade.