Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 11/10/2020
Em 2003, Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, sancionou o Estatuto do Idoso - Lei número 10.741 - que assegura, entre outros objetivos, a todos os cidadãos maiores de 60 anos direitos fundamentais à dignidade humana. Todavia, as enormes dificuldades para inclusão digital enfrentadas por essas pessoas revelam que o previsto por Lula não está consolidado no Brasil. Com efeito, os desafios para solucionar essa grave problemática passam pela quebra do preconceito social e pelo ação efetiva do Estado.
Em primeiro plano, persiste na nação verde-amarela um obstáculo histórico e cruel ligado a garantia das prerrogativas estabelecidas para os idosos: à discriminação social. Nesse viés, a filósofa Simone de Beauvoir disserta sobre o fenômeno da invisibilidade que diz respeito à indiferença pela qual grupos marginalizados são tratados na contemporaneidade. Ora, a negligência e a insensibilidade denunciadas por Beauvoir estendem-se aos idosos, na medida em que esses cidadãos encontram empecilhos para gozarem de maneira plena das garantias previstas na legislação brasileira, como por exemplo: o direito de inserção ao mundo digital. Assim, enquanto a omissão estatal se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais severos prejuízos sociais à nação: a exclusão tecnológica da terceira idade.
Em segundo plano, em 2050, mais de um quarto da nação verde-amarela será constituída por idosos, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE). Nesse cenário, surge a ideia de contrato social proposta pelo filósofo iluminista John Locke na qual os cidadãos celebram um pacto de consentimento com o governo visando preservar seus direitos naturais. Dessa forma, essa questão assume contornos específicos no Brasil, onde apesar das previsões do IBGE, ainda não há políticas públicas eficazes voltadas à inclusão virtual dos sexagenários, situação que lhes afastam do usufruto dessa prerrogativa legal. Assim, um caminho viável para resolução desse impasse envolve ações do Estado para cumprir, na prática, com as suas obrigações no pacto descrito por Locke.
Portanto, visando garantir o estabelecido pelo Presidente Lula no Estatuto do Idoso, a sociedade precisa desconstruir o preconceito contra a terceira idade, por meio de discussões nas redes sociais, de modo a ampliar à inclusão destes ao cenário digitalizado, para que eles tenham acesso pleno ao uso das ferramentas tecnológicas. Por sua vez, o Ministério da Cidadania, deve, com urgência, elaborar programa de inserção do cidadão sênior as plataformas digitais, por intermédio da criação de cursos específicos, em parcerias com os profissionais do Ministério da Educação, com a finalidade de fornecer às habilidades necessárias para que os idosos possam efetivamente exercer com autonomia e dignidade sua cidadania , sobretudo, ao serem introduzidos socialmente no universo digital.
cursos de capacitaçãoelaborar específicos para o cidadão sênior, por intermédio
seja evitado a exclusão social desse minoria social vulnerável. Por sua vez, o Ministério da Educação deve
por meio de discussões nas mídias sociais, repudiando as condutas individuais que firam
para que seja evitado a exclusão social dessa parcela da população. Por sua vez, Ministério da Educação deve criar estratégias de capacitação para terceira idade, por intermédio de cursos gratuitos
Ministério da Educação deve, com urgência, elaborar