Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 14/10/2020

No Brasil, a internet comercial surgiu em 1995 em um projeto piloto da empresa Embratel. Desse modo, o acesso era muito exclusivo e feito por linhas discadas, o que dificultava a plena conexão. Então, foi a partir do século XXI, que a disseminação do mundo digital aconteceu, principalmente pela criação da Banda larga. Assim sendo, os idosos não tiveram acesso à internet em sua juventude, por isso, a sua inclusão no mundo digital é marcada por grandes desafios como: a falta de políticas públicas que incentivem a inserção das gerações passadas no ciberespaço.

Em primeiro lugar,  a dificuldade relacionada a falta de inter-relacionar-se com os aparelhos do mundo virtual pela terceira idade está atrelada ao seu contexto histórico. Diante disso, nas gerações passadas a tecnologia ainda era uma questão primitiva. Logo, não era algo muito discutido ou visto como uma necessidade. Diante disso, com o crescimento digital, os idosos ficaram cada vez mais exclusos por não estarem habituados as novas ferramentas virtuais e a falta de incentivo público impulsionou a problemática. Logo, segundo Pierre Lévy, as políticas públicas devem oferecer oportunidades para a participação ativa de todos os membros da sociedade, independentemente da sua idade. No entanto, Estado abstrai a questão mencionada com a justificativa de que futuramente o acesso será democrático porque a geração atual e as próximas já estarão inclusas no cenário tecnológico.

Em segundo lugar, como reflexo da negligência governamental, os idosos são restritos das interações midiáticas e sociais. Portanto, as várias possibilidades de conhecimentos científicos e culturais que, por sua vez, contribuem para o desenvolvimento intelectual, cognitivo e as inúmeras oportunidades de lazer são negados a eles. Ademais, problemas como o distanciamento social causado pela falta de pertencimento emocional referente a Era da informação podem ser desencadeadores de doenças como ansiedade e depressão. Por último, previsto no Estatuto do idoso, as pessoas com mais de sessenta anos têm pleno direito de participar e interagir sobre todos os espaços públicos, seja ele físico ou virtual.

Dessa maneira, conclui-se que medidas devem ser tomadas para a inclusão dos cidadãos ,das faixas etárias mais altas, na internet. Para tanto, o governo precisa desenvolver um projeto chamado “Idosos devem navegar”. Este consiste em um curso preparatório com extensão de três meses que ensina princípios básicos de como utilizar celulares e computadores. Com o objetivo de inserir a população idosa no mundo virtual, contribuindo para a democratização da globalização. Feito isso, a participação dos mais experientes será valorizada.