Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 13/10/2020

Na obra A República´´, do escritor grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de incultos. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a inclusão digital na terceira idade apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização de uma pólis ideal para Platão. Esse panorama desvantajoso é fruto tanto da falta de projetos municipais para idosos, quanto do medo ao novo´´. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade do século XXl.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a exclusão dos idosos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador empirista John Locke, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades na questão de projetos municipais para idosos, que atrasa o conhecimento de uma grande parcela da sociedade, que poderia até mesmo investir seus bens por meio virtual, e ter interações com novas pessoas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o medo como promotor do problema. De acordo com o cientista Albert Einstein, o ser humano deve sempre abrir a mente para coisas novas, para que as mesmas não parem no tempo. Em relação a esse pressuposto, é preciso perder o medo do ``novo´´, para estar sempre em evolução e estar disposto a aprender sobre as tecnologias, que sempre estarão em constante evolução e é preciso que as pessoas do passado acompanhem essas mudanças. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o medo contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a exclusão dos idosos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em instituições públicas exclusivamente para o aprendizado do idoso, e organizar eventos para socialização dessas pessoas, por meio do Ministério da Economia e Ministério da Educação, para que eles possam ter a escolha de aprender, e assim fortalecer os direitos do estatuto do idoso. Logo, atenuar-se-á, em longo prazo, os impactos nocivos da exclusão de idosos, e a coletividade alcançará a harmonia do livro de Platão.