Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 13/10/2020

A revolução técnico-cientifico-informacional, iniciada na segunda metade do século XX, trouxe uma série de descobertas e evoluções no campo tecnológico. Diante esse progresso, muitas pessoas que não eram das gerações X e Y, por exemplo, foram “deixadas para trás”, e, atualmente, já estão em uma maior faixa etária, encontrando dificuldades para se adaptar, visto que, atualmente, a tecnologia faz parte do cotidiano da sociedade. Desse modo, observa-se a negligência quanto à maneira que tal tecnologia muda o comportamento desta parcela populacional, e como a mesma lida com tal processo.

O mundo, hoje mais do que nunca, vive em constante mudança, principalmente em relação às tecnologias, que se renovam e se aprimoram a cada dia. A rapidez de tais mudanças faz com que muitos não consigam acompanhá-las, caso do público idoso. A falta de entendimento, apoio familiar e e negação de inclusão fazem com que os idosos sejam submetidos à obstáculos ainda maiores para irem de encontro à mudança. Ademais, a complexidade de aparelhos, não restringidos apenas a celulares, contendo ícones pequenos, interface não amigável, cores fortes e inúmeras funções, afastam essas pessoas. Visando ajudar esta parcela, empresas tentam inovar seus produtos, como, por exemplo, em 2019, a empresa Obabox lançou o ObaSmart, um smartphone que promete ter as funções mais fáceis e acessíveis para que o público da terceira idade possa desfrutar da tecnologia.

Não há duvidas de que diversas atividades do cotidiano dependem desta tecnologia, como bancos, locomoção, formas de entretenimento, e, os que não detêm da mesma, estão fadados a uma exclusão social. Além disso, por falta de conhecimento, a população senil é mais suscetível a golpes digitais, como clonagem de cartões, roubo de informações, invasões de contas bancárias e a divulgação de Fake News, por não saberem com o que estão lidando. Com a inclusão digital, essas pessoas poderiam evitar tais consequências, além de reconstruir laços e estarem mais próximas de amigos e familiares, bem como usar destas ferramentas para se reinventar.

Para que a sociedade evolua, essa deve estar disposta a originar caminhos que podem sem seguidos por todos os seus pertencentes. Portanto, torna-se dever do governo, por meio do Ministério da Educação, disponibilizar cursos gratuitos que ensinem a lidar com novas tecnologias, voltados para a população mais velha, a fim de que estes aprendam a usufruir desses recursos. Cabe às empresas de tecnologia destinar parte de suas pesquisas para produções que incluem melhor acessibilidade destes indivíduos, gerando benefícios mútuos. Por fim, é de suma importância que as pessoas estejam preparadas para ajudar e lidar com essa parcela populacional, com disposição para orientar. Com essas medidas, será possível que todos evoluam juntos para um país melhor.