Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 14/10/2020
O início do século XXI trouxe à tona mudanças substanciais, ao exemplo da quarta Revolução Industrial que desenvolveu avanços voltados ao mundo tecnológico. Nesse sentido, o acesso e a utilização da internet são, cada vez mais, comuns na rotina do brasileiro. Entretanto, a parcela mais idosa da população ainda enfrenta inúmeros desafios na utilização das diversas ferramentas - “web”, aparelhos tecnológicos e redes sociais. Dessa forma, não só a dificuldade na adesão dos mais velhos às novas tecnologias, mas também a vulnerabilidade deles nessas plataformas, contribuem para dificultar a inclusão digital da terceira idade.
Diante do exposto, é visível que mesmo com a diversificação dos aparelhos tecnológicos e com a praticidade para usá-los, os idosos vêm encontrando dificuldades, tanto no acesso às plataformas da “web”, quanto na adaptação a elas, por conta dos comandos e linguagens muito modernos, o que demonstra a falta de instituições ou cursos que flexionem a forma de transmissão das instruções de uso da internet aos mais velhos, impossibilitando, assim, uma maior adesão deles nas plataformas digitais. Sob essa ótica, o Estatuto do Idoso prevê, no artigo 21, a plena utilização dos conteúdos tecnológicos pelos anciões. Contudo, tal lei é negligenciada pelo poder público, haja vista que apenas 31% das pessoas com mais de 60 anos utilizam a internet, por conta dos entraves encontrados, segundo o IBGE.
Além disso, a parcela mais velha da população que possui acesso aos aparelhos tecnológicos, ainda tem de se prevenir dos “crimes cibernéticos” - golpes efetuados pela “web”- já que os criminosos consideram que os idosos são alvos fáceis, por não possuírem conhecimento suficiente sobre segurança ou fraudes. Segundo o Estadão, apenas 25% das pessoas na melhor idade desconfiam ao compartilhar suas informações na internet, acarretando em um maior número de crimes cujo a vítima pertence a esse público. Sendo assim, é de suma importância acompanhar e instruir os idosos na utilização das novas tecnologias, visando proteger a “terceira margem do rio” de uma das piores adversidades do mundo digital: os crimes cibernéticos.
Em síntese, a inclusão digital dos idosos é de suma importância e deve ser debatida em todas as esferas pública e privadas. Portanto, cabe ao Ministério da Educação criar projetos de ensino digital, com aulas e palestras adaptadas aos mais velhos que tratem da forma de usar e de se proteger na “web”, por meio da arrecadação de impostos e articulação da estrutura do protejo junto a educadores, a fim de que os mais velhos desfrutem da quarta Revolução Industrial com segurança.