Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 14/10/2020
A partir do século XX, com o advento da Terceira Revolução Industrial, os avanços tecnológicos permitiram o surgimento das primeiras redes sociais e, consequentemente, da vida digital. Por esse viés, hodiernamente, normalizou-se, para as novas gerações, o acesso à internet e suas ferramentas. Entretanto, apesar dos inúmeros benefícios que esses recursos oferecem à humanidade e a atual presença no cotidiano da sociedade, a população idosa ainda encontra-se excluída dessa esfera. Portanto, entende-se que o apoio familiar e o investimento em projetos sociais, sobretudo em zonas periféricas, impulsionariam o sucesso da inclusão digital para os mais velhos.
É importante destacar, de início, que efeitos comuns do envelhecimento como problemas de visão e de locomoção podem obstaculizar atividades e abater as pessoas sujeitas a esses. Em outras palavras, “Conhecimento é Poder”, segundo o filósofo e matemático Thomas Hobbes, logo, assume-se que a terceira idade precisa desse exercício mental para a sua autovalorização e confiança. Visto isso, é inegável que o incentivo à busca por conhecimento por parte dos familiares e amigos próximos é crucial para que os idosos sintam-se capazes de expandir suas habilidades. Por analogia, no seriado “Modern Family”, da empresa provedora de filmes “Netflix”, o filho mais jovem da família ajuda o pai a compreender o funcionamento de televisões inteligentes e, a partir disso, o patriarca sente-se seguro para tornar-se melhor. Ou seja, é notável a importância da paciência e estímulo dos parentes no processo de aprendizado dos idosos.
Ademais, como resultado da gritante desigualdade social, consequência da má distribuição de renda, algumas comunidades são completamente excluídas do mundo tecnológico e somente com políticas públicas terão acesso a ele. Logo, faz-se imprescindível a atenção dos governantes para as áreas mais pobres do país, ou seja, investimento financeiro em projetos com finalidade educativa para esse público. Parafraseando a ideologia de Karl Marx, o Governo do Estado não pode ser um comitê que discute apenas questões comuns entre os mais ricos.
Em suma, para que a população idosa compreenda o mundo digital é essencial que o Ministério da Educação, por meio de aprovação no Senado, promova oficinas de informática semanais, realizadas por voluntários e fora do horário de aula, em todas as escolas públicas que possuírem computadores disponíveis para o uso dos idosos. Além disso, por intermédio das escolas e professores, deve incluir no calendário obrigatório dos estudantes uma feira anual que consista em alunos auxiliarem a terceira idade, inscrita gratuitamente no evento, em simples ferramentas virtuais, a fim de incitar o contato e apoio entre eles. Somente assim, a sociedade será mais inclusiva e justa.