Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 14/10/2020

A internet está presente na rotina da maioria das pessoas em todos os lugares do mundo. Porém, os que não se adaptam aos recursos digitais acabam sendo, de certa forma, excluídos da sociedade contemporânea, como acontece com os idosos. Assim, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa problemática pode-se destacar o desinteresse governamental aliado ao preconceito em relação a esses sujeitos.

Em primeira análise, cabe mencionar a indiferença do Estado perante a inserção dos indivíduos com idade avançada na era digital. No Brasil há quase 30 milhões de anciãos (de acordo com dados do IBGE de 2018- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), grande parte desses encontram-se à margem do processo democrático. Isso ocorre porque, segundo a Constituição Federal, o governo deveria garantir a igualdade de direitos, como o pleno acesso à tecnologia, entre seus cidadãos. Porém, o que se observa é a inexistência de medidas federais de inclusão. Consequentemente, a promoção da equidade não é atingida.

Além disso, o preconceito para com a terceira idade dificulta a utilização das novas tecnologias pelos membros dessa faixa etária. Assim, consoante ao sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar, logo, um indivíduo que vive em uma comunidade intolerante tende a adotar essa singularidade. Por conseguinte, muitas pessoas, principalmente as mais jovens, carregam o ideário popular de que os mais velhos não conseguem adquirir novos conhecimentos, sendo assim, as antigas gerações são negligenciadas do processo de desenvolvimento.

Dessarte, medidas são necessárias para amenizar a situação. Sendo assim, o Governo Federal deve retirar parte da Receita e executar, em ambientes públicos (praças e teatros), oficinas com aulas sobre o uso dos aparatos eletrônicos, com o intuito de agregar os idosos com os novos meios de informação. Conjuntamente, cabe as Organizações Não Governamentais (ONG’s), com o auxílio de empresas privadas, criar campanhas, divulgadas na mídia, com o propósito de conscientização dos benefícios que a incorporação da terceira idade pode trazer para a vida de todos. Sendo assim, o cumprimento da Carta Magna seria uma realidade.