Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 15/10/2020

No atual século, com a constante modernização tecnológica e desenvolvimento da internet, indivíduos pertencentes à terceira idade encontram-se, diariamente, segregados do universo virtual. Logo, tal fator deve-se primordialmente à alta complexidade das ferramentas cibernéticas, o que dificulta o processo de aprendizado virtual por parte dos idosos. Por conta disso, cabe ao Governo Federal estabelecer investimentos públicos e projetos sociais para a criação de cursos de informática destinados à terceira idade, de maneira totalmente gratuita e massiva.

Durante o final do século XX e começo do XXI, as linhas telefônicas deixaram de ser as principais ferramentas comunicativas da população, devido à alta aderência e desenvolvimento de aparelhos tecnológicos e cibernéticos. Contudo, por conta da elevada complexidade presente em tais sistemas comunicativos, a exclusão digital entre membros da terceira idade acentuou-se rapidamente, o que limita o fácil acesso à informação e conectividade a uma parcela massiva da sociedade.

Segundo pesquisas realizadas pelo Sesc São Paulo e pela Fundação Perseu Abramo, no ano de 2020, relatam que, apesar de 80% dos idosos já considerarem um correto entendimento a respeito do termo “internet”, apenas 19% fazem uso efetivo da rede. Acrescido a isso, cerca de 72% da população da terceira idade nunca utilizou um aplicativo e 62% nunca utilizou redes sociais, o que prova a falta de preparo e medo de tais indivíduos ao utilizarem redes, provocado pela falta de um adequado aprendizado no manuseamento e gerenciamento das mídias, de modo a impedirem uma correta inclusão digital.

O aprendizado tecnológico presente nas camadas idosas da sociedade já provou-se como detentora de diversos benefícios, além da inclusão à modernidade atual. Os indivíduos pertencentes à terceira idade podem utilizar as redes sociais como mecanismo de diálogo com amigos e familiares, inserção social e busca de informações de rápido acesso. Assim, também oferece ferramentas para gerenciar e pesquisar problemas de saúde, bem como aumenta a atividade cerebral.

Em suma, pode-se concluir que cabe ao Governo Federal realizar incentivos e investimentos para a criação de projetos e cursos totalmente gratuitos, de maneira a visar o aprendizado cibernético às camadas idosas da sociedade e, portanto, promover a inclusão digital. Acrescido a isso, o Poder Legislativo deve estabelecer leis para que empresas ligadas à tecnologia proporcionem, em suas plataformas digitais, versões de mais fácil compreensão e intuitivas destinadas aos idosos, de modo com que possibilite o manuseio e utilização de tais mídias de maneira simplificada aos membros da terceira idade.