Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 16/10/2020
O sistema operacional Windows, criado pela empresa Microsoft em 1985, teve de início sua apresentação em uma linguagem de comandos, restringindo-o somente a programadores, no entanto, com a busca de expansão de mercado consumidor, passou-se a apresentar ícones mais intuitivos, a fim de facilitar sua execução. No entanto, os avanços tecnológicos permanecem excludente, visto que, o processo de inclusão digital da terceira idade ainda não aconteceu. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o baixo investimento governamental e a falta de mercado consumidor.
Primeiramente, é indubitável que o baixo investimento governamental na inclusão digital da terceira idade, agrava o senário de exclusão social/tecnológica. Desse modo, evidencia-se os preceitos do Estado, o qual, por esse grupo não pertencer a população economicamente ativa, designa-se menores porcentuais de capital para inclusão tecnológica dessa camada social. Segundo pesquisa realizada pelo IBGE em 2018, apenas 4% dos cursos disponibilizado pelo Estado ligado a tecnologia tem como público alvo pessoas com mais de 60 anos. Conquanto, torna-se necessário, maiores investimentos governamentais de inclusão as novas tecnologias a parcela da população que tanto contribuiu para o desenvolvimento da nação.
Outrossim, é notório que a falta de mercado consumidor inviabiliza investimentos por parte da indústria tecnológica para atender o público da terceira idade. Dessa forma, convém observar dados do IBGE, o qual, apresentou em 2018 a idade média nacional de 32,6 anos, destaca-se com isso que a massa populacional brasileira é jovem, classificando-a como público alvo, a fim de atingir maior número de mercado consumidor, a indústria tecnológica volta-se prioritariamente sua produção a esse público “alvo”. Nesse panorama cabe destacar o posicionamento do físico Albert Einstein, “tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”, tal comportamento e responsável pela exclusão das minorias, colocam-na como segundo plano e por vezes esquecidas. Sendo assim, evidencia-se a necessidade de mudança no sistema produtivo, afim de que a tecnologia não exerça papel excludente.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham ampliar a inclusão digital da terceira idade. Por conseguinte, cabe Ministério da Educação por meio do campanhas públicas, promover cursos de capacitação tecnológica e workshops com programadores, psicólogos, professores e programadores a fim de que apresente desde o básico como ligar computadores até áreas programação, para “alunos” mais avançados, com intuito de promover a inclusão tecnológica e possibilitar aos que desejarem uma renda alternativa, engajar-se no mercado tecnológico. Somente assim, a tecnologia poderá desempenhar seu papel social de diminuir fronteiras