Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 20/12/2020

O avanço tecnológico vem crescendo de forma exponencial a cada ano que passa, os ciclos de tecnologia estão se estreitando cada vez mais desde a revolução industrial. A frequência de atualização dos empreendimentos aumentou na era informatizada, logo, a indústria 4.0 é uma realidade para a sociedade. Nesse contexto os indivíduos inertes à evolução são deixados de lado, muitos dos excluídos pertencem a população idosa, essa, que tem dificuldade de aprender os avanços da área digital. Abre-se então, a necessidade de realizar a formação de profissionais para a inserção tecnológica do idoso e a promoção da educação dos mesmos na computação a fim de que se cubra essa triste lacuna.

A formação de um profissional capacitado que possa atender a sociedade idosa deve ser realizada de acordo com as necessidades desta população. A importância de incluir pessoas com idades avançadas na era digital é ocasionada pelo aumento de ações exclusivamente digitais. Logo, é necessário que existam educadores para a população mais velha. A operação de um especialista na área deve ser pautada nas características do grupo que atenderá, nesse caso, os idosos. Para a orientação da educação computacional desses indivíduos, é importante considerar a dificuldade de aprendizado, ocasionado pela diminuição de trocas nervosas no cérebro. Outro ponto a ser analisado, é a dificuldade de estabilizar a memória, desta forma a condução deve ser clara e paciente. Essas ações devem ser pautadas na relevância e na valorização do indivíduo para o país.

A importância de se formar profissionais na área de educação digital, deve-se pela necessidade de educação do idoso para que se promova a melhora da autoestima. Desta forma, com o aprendizado na área digital, a pessoa mais velha terá o sentimento de inclusão com os mais jovens, principalmente dentro de sua família. Para Albert Einstein, “A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao tamanho inicial”. Essa tese remete que o conhecimento computacional para o indivíduo mais velho é libertador, visto que consegue realizar processos que antes eram necessários de auxílio, assim percebe que não é dependente. Com a liberdade tecnológica existe a possiblidade de reinserção no mercado de trabalho e o sentimento de utilidade perante a sociedade.

Portanto, a necessidade de utilizar especialistas, com o intuito de promover a educação digital das pessoas mais velhas, é fundamental para a melhora da qualidade de vida desses indivíduos. Assim, é importante que o Ministério da Educação promova o conhecimento continuado dos idosos por meio de parcerias com escolas e ONG’. Essas que devem possuir os equipamentos e profissionais necessários para as aulas de informática e de educação nas redes sociais. A fim de promover a integração do idoso com outras faixas etárias e do sentimento de utilidade, para que no Brasil tenha-se idosos 4.0.