Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 01/01/2021
Para o sociólogo contemporâneo Z. Bauman, nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar encontra as respostas aos problemas que a afligem. Essa compreensão é pertinente acerca dos desafios para a inclusão digital da terceira idade, uma vez que a sociedade sofre reflexões de grande proporções ao negligenciar uma abordagem crítica a esse respeito. Nesse cenário é imperativo o desenvolvimento de duas vertentes argumentativas: criação de políticas públicas inclusivas de capacitação virtual, bem como o papel da conscientização do idoso sobre aprender novas tecnologias.
De início, as políticas públicas de inclusão merecem ser avaliadas por perspectivas mais críticas na atualidade em prol de não fadar ao olhar cultural. Assim, compactuar com o pensamento de Bauman, observa-se que o não questionamento dos valores distorcidos sobre ausência de políticas públicas que envolvam cursos de capacitação, projetos sociais de acesso digitais, colobora para a exclusão na vida digital de muitos idosos. Acerca desse contexto, verificam-se motivações que perpassam a conduta social em que se destacam a ausência de cobrança e apoio da sociedade que possam incluir e, ao mesmo tempo, integrar as pessoas da terceira idade em utilizar as novas tecnologias e a ambientes mais digitais. Logo, ignorar a falta de projetos políticos para solução de problemas da falta de acesso as tecnologias é negligenciar a perpectiva reflexiva pelo sociólogo polonês.
Outrossim, a falta de conscientização do idoso sobre a importância de aprender novas tecnologias configuram mais uma visão a ser considerada nessa discussão . Evidentedemente, compreender esse assertiva é validar o pensamento de Hanna Arendt, ao defender o direito à dignidade é princípio balizador da cidadania, já que ao nega-se de aprender e se ambientalizar, os mais velhos não estarão exercendo a sua cidadania. Em síntese, vê-se que a os desafios para inclusão pode ser minizado, dependendo de uma sociedade atuante na garantia de seus direitos.
Depreende-se, portanto, a indispensabilidade de medidas transformadoras na mediação de conflitos concernente à questão. Para tanto, o governo federal - na representação específica do Ministério da Educação - deve difundir discussões sobre criar curso de capacitação digital aos cidadãos de terceira idade e de conscientização, por meio de projetos assistencialistas, propagandas midiáticas e a criação de leis que ampare os direitos dos idosos quanto à inclusão digital. Tal ideia estaria destinada ao fito da democratização e inclusão digital. Enfim, a aplicação de medidas nessas perspectivas será capaz de apontar melhores vivências relacionadas minizar os desafios existentes ao acesso digital em relação aos anciãos, além de corroborra com certas respostas à crítca de Bauman à inércia social.