Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 04/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é descrita uma sociedade perfeita, livre de conflitos e problemas. No entanto, isso não se reflete no SÉC. XXI, visto que, preincipalmente, as pessoas da terceira idade não estão totalmente inclusos na técnologia digital. Esse contraste, é fruto do imediatismo crescente na sociedade, ocasionando como uma de suas consequências a propagação de fake news.
Em primeira análise, vale ressaltar que com a evolução da técnologia digital os parametros de espaço e tempo se alteraram, uma vez que ao usúario se conectar a internet ele pode interagir com os outros instantaneamente, independente de suas localizações. A esse respeito, o pensador Zygmount Bauman descreve a sociedade moderna como massivamente imediatista. Nesse contexto, devido a esse “boom” de informações fornecida à população a classe mais afetada, que menos acompanhou, foi a terceira idade, principalmente por conta de terem passado grande parte de suas vidade sem o contato à internet.
Ademais, vale destacar que a falta de conhecimento sobre a ferramenta digital tem como resultado a propagação de fake news. Diante disso, uma pesquisa realizada na Universidade de Priceton, afirma que pessoas com mais de 65 anos, faixa etária com maior índice de analfabetismo digital, têm uma tendência 7 vezes maior de compartilhar noticias falsas do que os jovens. Tendo isso em vista, fica claro que toda a sociedade contemporânea precisa conhecer e dominar o “mundo” digital.
Assim sendo, medidas cabíveis são essenciais para conter o avanço dessa problemática. Logo, o Ministério da Técnologia, com o apoio do Ministério da Educação, deve disponibilizar inicialmente cursos presenciais voltados para a alfabetização digital da terceira idade, por meio de professores especializados, em seguida, de acordo com a evolução no aprendizado essas aulas podem ser tranferidas para o meio digital, com o intuito de aprimorar ainda mais os aprendizados dos alunos.