Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 14/04/2021
A Magna Carta brasileira garante os direitos à educação e à assitência aos desamparados. No entanto, esses direitos são contestados, uma vez que, na sociedade brasileira, há a problematização da inclusão digital da terceira idade, essa falha ocorre no Brasil devido à polarização sociocultural e a falta de investimento governamental em instituições de ensino inclusivas.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras em intituições de ensino voltadas para a importância da inclusão digital dos idosos. Indubtavelmente, as condições de ensino no passado, que só permitiam que uma pequena parcela da população tivesse acesso a educação de qualidade, resultaram na presente exclusão social e consequentemente no aumento da polarização sociocultural, ou seja, a centralização educacional resultou em uma parcela de cidadões que não conseguiram acompanhar as mudanças técnologicas da federação, fato esse, por sua vez, que colaborou para o aumento da desigualdade cultural e educacional do país, além de perpetuar o ageismo, discriminação por idade. Por consequência da falta de democratização do ensino e da técnologia todo um grupo social se tornou vítima de preconceitos no meio digital, o que acabou afetando parte dos cidadões da terceira idade, que acabaram por preferir se afastar das redes sociais do que sofrer ageismo, preconceito esse, que como evidenciado por Voltaire, é uma opinião sem conhecimento prévio do que está por trás da desinformação dos idosos acerca da técnologia.
Além disso, é de conhecimento público que a falta de investimento governamental em instituições de ensino como a EJA, Educação de Jovens e Adultos, tem sido um empecilho na busca pela inclusão digital. A falta de regulamentação de leis que buscam melhorar as infraestruturas das escolas se tornou um problema, assim como a falta de incentivo dos órgãos públicos a escolarização da terceira idade, que ao contrário do que o senso comum dita, de conformidade com o veículos de notícias G1, tem a mesma capacidade de aprendizagem dos jovens, afirmação que é exemplificada por Paulo Freire, na frase: " Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender".
Em suma, com a polarização sociocultural e a falta de investimento governamental na educação, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras semestrais, por meio de pequenos anúncios, inseridos em redes sociais que permitirão o diálogo entre os participantes, para conscientizar a população sobre a importância da inclusão social. Ademais, promover reuniões públicas para estimular a busca pela escolarização, o que resultará na inclusão de todos os grupos socias nos meios técnologicos, com o efeito de criar cidadões mais informados, respeitosos e inclusivos.