Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 14/07/2021

No Brasil, o Estatuto do Idoso é o responsável por garantir os direitos de educação, trabalho, lazer e cultura à terceira idade, fatores que, nos dias atuais, estão intrísicamente ligados aos meios tecnológicos. No entanto, o problema aparece ao considerar-se que a “melhor idade” possui pouca proximidade com os aparelhos eletrônicos e a internet, o que advém de um medo ao aprender algo novo e também a falta de paciência da família para ensinar aos pertencentes a geração dos “boomers” as referidas praticas.

De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade moderna vive em tempos líquidos, o que inclui as relações familiares. Dessa forma, é fácil observar que nos tempos atuais, a falta de paciência e abandono emocional por parte dos filhos e netos para com os idosos, dificulta o processo de aprendizagem dos mais velhos, que não cresceram em um momento de ampla globalização tecnológica. Assim sendo, essa cultura tão presente entre os brasileiros, prejudica a inclusão digital desse grupo.

Uma contribuição do ator Charles Chaplin para o mundo foi seu fatídico pensamento de que “a vida é maravilhosa quando não se tem medo dela”. Tal sentimento é comum entre os humanos, mas se destaca entre a terceira idade, que vem vivenciando uma rápida revolução tecnológica e poucas oportunidades de uma devida adaptação a essa nova era. Nesse contexto, é compreensível o surgimento de um receio em utilizar essas novas ferramentas, o que deve ser combatido por políticas que aproximem a “melhor idade” desses novos conhecimentos.

No geral, a inclusão digital da terceira idade é um processo complicado na modernidade, entretanto, pode ser efetivado com algumas mudanças politico-sociais no Brasil. Portanto, cabe ao Governo brasileiro e às empresas midiáticas efetuarem, em âmbito nacional, campanhas televisivas e eventos públicos, com o intuíto de instruir os idosos quanto ao uso de ferramentas tecnológicas, dismificando os medos e falácias relacionadas a essas ações e educar a família no sentido da necessidade digital dos “boomers”, possibilitando a alfabetização tecnológica deles.