Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 19/07/2021
O Estatuto do Idoso garante os direitos à educação e à assistência social. No entanto, essas jurisprudências são contestadas, uma vez que, na sociedade brasileira, há a problematização dos desafios para a inclusão digital da terceira idade. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à escassez de palestras, em escolas e faculdades, voltadas para a importância da integração tecnológica de cidadãos senis, e à insuficiência de estandardização de leis que visam garantir amparo aos provectos que buscam auxílio para usar dispositivos eletrônicos.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras, em instituições de ensino, voltadas para os resultantes da dificuldade de acessibilidade a tecnologia de indivíduos da terceira idade. Indubitavelmente, o sistema educacional brasileiro é necessário, mas a falta de manutenção e assistência em organizações de aprendizagem como a EJA, Educação de Jovens e Adultos, impede o desenvolvimento tecnológico da nação. Inegavelmente, a falta de apoio governamental no progresso da EJA, tem como seguimento a desinformação populacional sobre o descuido de órgãos públicos com a democratização do acesso ao aprendizado digital dos residentes senis do país, obstáculo este que, em acordo com o IBGE, interfere na vida de 29,9 milhões de pessoas. Por consequência da falta de investimento em palestras de aprendizagem, os idosos continuaram enfrentando desafios para a inclusão digital, afirmação essa que é exemplificada pela pesquisa TIC Domicílios, que mostra que 72% de brasileiros não usam eletrônicos por falta de habilidade.
Além disso, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de legislações é um dos desafios para a inclusão digital da terceira idade. Sob o mesmo ponto de vista, deve ser analisado que, segundo o jornal UOL, as leis existentes, como o Estatuto do Idoso, são uma previdência, mas somente com os decretos regulamentares são determinados os detalhes de como uma lei irá agir. Visto isso, é evidente que os cidadãos senis da federação continuaram com seus direitos á educação e assistência sendo negados, circunstância essa que, conforme a Agência Brasil, acarretou 62% de provectos que nunca usaram redes sociais.
Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras mensais, por meio de anúncios, inseridos em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes, para politizar a população sobre a importância da inclusão da terceira idade. Ademais, promover assembleias públicas para instruir as massas sobre as baixas taxas de acesso a eletrônicos por provectos, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos conscientes.