Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 30/08/2021
No mundo contemporâneo, é evidente a força das mudanças ocorridas com a chegada das novas tecnologias e da quantidade de benefícios atrelados a este fenômeno. No entanto, o mundo digital penetra de forma desequilibrada na sociedade , reforçando a exclusão de estratos sociais, notadamente a terceira idade, principalmente, em nações com forte histórico de desigualde. Esse cenário desafiador requer uma atuação mais firme dos governantes e da sociedade civil, com o fito de apresentar novas alternativas de enfrentamento ao problema.
Sob esse viés, o caso brasileiro é modelar. Embora, a redução das desigualdades seja um dos objetivos buscado na Constituição Federal de 1988, tal prerrogativa ainda se realiza de forma insuficiente, principalmente em temas como a inclusão digital. No estrato senil da nação, esta forma de exclusão aparece com mais nitidez. Notadamente, a dificuldade de acesso é um dos desafios impostos a parte dessa população. As regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos ainda demandam uma estrutura de comunicação, na qual seja possível uma boa conectividade com a rede digital. Além disso, a disparidade econômica entre as classes sociais é outro notório problema, uma vez que o custo de manter uma internet ainda pesa bastante nas populações de renda mais baixa, requerendo assim, maior atuação do estado.
Ademais, apesar da popularização dos telefones móveis e suas tecnologias embarcada que possibilitam acesso ao mundo cibernético, grande parte dos idosos não dominam amplamente esses recursos, consequentemente, não conseguem extrair o melhor e evitar o pior no seu uso. Tal fato acarreta um enorme preconceito quanto a capacidade dessa camada social em lidar com as novas tecnologiass. A exclusão não acontece apenas pelo viés econômico, mas também pela educação, por meio dos analfabetos digitais, deixando claro que o combate a esse fenômeno demanda envolvimento de atores da sociedade.
Portanto, com o fito de incrementar a inclusão digital na terceira idade, cabe ao Estado intensificar investimentos, por meio de readequação orçamentaria, promovendo políticas públicas que leve a internet, com qualidade e menor custo, a população idosa de todo o país. Outrossim, compete as universidade, setor privado e terceiro setor incentivar a massificação do conhecimento sobre o mundo computacional, mediante palestras e programas educativos que permita o incremento da população senil no mundo virtual.