Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 28/08/2021

Promulgada pela organização das nações unidas, em 1948, a Declaração Universal do Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a inclusão. Porém, na atual sociedade brasileira, há uma disparidade quando se trata da inclusão digital da terceira idade, visto o preconceito social e a má influência midiática.

Dessa forma, a discriminação da sociedade com os idosos é um entrave nessa questão. Assim, a filosofa Hannah Arendt aborda sobre a banalidade do mal, quando um comportamento prejudicial é reproduzido e com o tempo compreendido como natural. Desse modo, ao apreender que um idoso é naturalmente inerte, parado ou improdutivo, a sociedade além de exclui-lo, contribui ainda mais para inanição desse grupo.

Outrossim, a má influencia midiática é um desafio presente nesse cenário. Nesse sentido, afirma Pierre Bourdieu: “o que foi criado como instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Nesse contexto, os meios de comunicação reforçam uma construção retrograda do idoso, uma vez que são apresentados de forma estereotipada, como figuras alheias a tecnologia.

Portanto, medidas são necessárias para atênuar essa querela. Para isso, o Estado, como promotor do bem estar social, deve instituir programas de inclusão digital para o público idoso, por meio das secretarias de educação, de modo que sejam ofertadas, à comunidade, aulas de informática para idosos, noções sobre inclusão digital e quebra de tabus, a fim de que seja desconstruido o preconceito criado sobre a melhor idade. Ademais, campanhas midiáticas devem ser formuladas para estimular a inserção e adesão do idoso ao meio tecnológico. Com isso, efetivar-se-á o que garante a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o direito de todos ao estado pleno de bem estar social.